Mia Couto recebe Doutor Honoris Causa por dimensão humanista

O escritor moçambicano Mia Couto foi distinguido com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Eötvös Loránd, na Hungria, numa homenagem que reconhece a sua “profunda dimensão humanista”, o talento literário e o impacto internacional da sua obra. A distinção foi saudada pelo Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, que a considerou motivo de orgulho nacional.

 Mia Couto
Mia Couto recebe Doutor Honoris Causa por dimensão humanista © LUSA

Em comunicado, a Presidência da República sublinha que o chefe de Estado destaca o contributo do autor para a afirmação da cultura moçambicana e para a projeção do país no panorama cultural e académico internacional.

PUBLICIDADE

Has your vehicle been impounded for no insurance? Get impounded car insurance fast.

Presidente de Moçambique destaca orgulho nacional e projeção internacional

Daniel Chapo considerou a atribuição do título um reconhecimento do talento, da criatividade e da dimensão humanista da obra de Mia Couto, sublinhando que o escritor continua a elevar o nome de Moçambique além-fronteiras.

O Presidente moçambicano destacou ainda que o percurso literário e intelectual do autor representa uma fonte de inspiração para as novas gerações, pelo contributo dado à valorização da identidade cultural do país e ao fortalecimento da sua presença internacional.

A Universidade Eötvös Loránd justificou a distinção com o facto de Mia Couto ser uma “voz incontornável dos povos do chamado Sul Global”, destacando também a ampla tradução e o reconhecimento da sua obra em dezenas de países.

Mia Couto partilha distinção com escritores e professores moçambicanos

Durante a cerimónia de entrega do galardão, Mia Couto afirmou partilhar a distinção com todos os escritores moçambicanos e com os professores que, segundo referiu, “se empenham em trazer luz e esperança para as novas gerações de Moçambique”.

🚨 Quer receber notícias em tempo real? Siga o nosso canal do WhatsApp!

Nascido na cidade da Beira, em 1955, Mia Couto é biólogo, jornalista, professor e escritor, sendo um dos autores mais reconhecidos da literatura em língua portuguesa.

O autor soma um vasto conjunto de prémios internacionais, entre os quais o Prémio Camões (2013), o Prémio José Craveirinha (2022), o Prémio Vergílio Ferreira (1999), o Prémio União Latina de Literaturas Românicas (2007) e o Prémio Eduardo Lourenço (2011).

Entre as suas obras mais conhecidas encontram-se títulos como “Terra Sonâmbula”, “O Último Voo do Flamingo”, “Jesusalém”, “Vozes Anoitecidas”, “A Varanda do Frangipani” e “A Confissão da Leoa”, além de vários livros dedicados ao público infantil.

Obra literária continua a projetar Moçambique no mundo

Traduzido em mais de 30 línguas, Mia Couto mantém uma presença constante no panorama literário internacional, sendo amplamente reconhecido pela originalidade da sua escrita e pela forma como aborda temas sociais, culturais e identitários.

PUBLICIDADE

Looking for car insurance in the UK? Compare car insurance with I Compare 4U.

Nos últimos anos, o escritor continuou ativo na publicação de novas obras, tendo editado em 2024 o romance “A Cegueira do Rio” e, posteriormente, o livro infantil “As Sementes do Céu”.

A distinção agora atribuída pela universidade húngara reforça o estatuto de Mia Couto como uma das figuras mais influentes da literatura contemporânea em língua portuguesa e um dos principais embaixadores culturais de Moçambique no mundo.

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Scroll to Top