Massacre em Bondi Beach: 15 mortos em ataque terrorista

As autoridades australianas confirmaram que os dois autores do ataque armado ocorrido no domingo em Bondi Beach, em Sydney, eram pai e filho. Os suspeitos foram identificados pelos meios de comunicação locais como Sajid Akram, de 50 anos, e Naveed Akram, de 24.

Movimentação policial noturna com luzes de emergência em área urbana.
Massacre em Bondi Beach: 15 mortos em ataque terrorista © EPA

O homem mais velho morreu no local do ataque, enquanto o filho se encontra em estado crítico no hospital, sob custódia policial. Segundo informações divulgadas pela polícia, ambos teriam manifestado apoio ao grupo extremista autoproclamado Estado Islâmico, tendo sido encontradas bandeiras associadas à organização no veículo utilizado pelos suspeitos.

O ataque teve como alvo um evento judaico de celebração do Hanukkah, reunindo dezenas de pessoas junto à praia. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, anunciou que irá avançar com propostas para reforçar a legislação sobre armas de fogo, apesar de o atirador mais velho possuir uma licença válida para caça recreativa.

Vítimas incluem criança, líder religioso e sobrevivente do Holocausto

De acordo com a polícia, 15 pessoas morreram, com idades compreendidas entre os 10 e os 87 anos. Entre as vítimas encontra-se uma criança de 10 anos, identificada apenas como Matilda, a pedido da família. Professores e amigos descreveram-na como uma criança alegre e cheia de vida.

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O ataque vitimou ainda o rabino Eli Schlanger, de 41 anos, de nacionalidade britânica, que colaborou na organização do evento, bem como outros membros da comunidade judaica local, incluindo Reuven Morrison e o rabino Yaakov Levitan, ligado ao tribunal religioso judaico de Sydney.

Também morreu Alex Kleytman, sobrevivente do Holocausto, que assistia à celebração com familiares. Entre as vítimas encontra-se ainda Dan Elkayam, cidadão francês, cuja morte foi confirmada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de França. O antigo polícia e voluntário desportivo Peter Meagher foi igualmente morto enquanto trabalhava como fotógrafo no local.

Ato de coragem de civil evita consequências ainda mais graves

Durante o ataque, um civil foi filmado a enfrentar um dos atiradores e a conseguir retirar-lhe a arma. O homem, identificado como Ahmed Al Ahmed, de 43 anos, foi atingido por vários disparos no ombro e na mão, encontrando-se hospitalizado, mas fora de perigo. Familiares e meios de comunicação australianos destacaram o seu gesto como decisivo para impedir mais vítimas.

Paramédico empurra maca em atendimento de emergência noturno.
Ato de coragem de civil evita consequências ainda mais graves © AFP via Getty Images

Um ataque raro num país com leis rigorosas sobre armas

Ataques em massa com armas de fogo são extremamente raros na Austrália. O último episódio de dimensão semelhante remonta ao massacre de Port Arthur, em 1996, que levou à introdução de algumas das leis de controlo de armas mais rigorosas do mundo, incluindo a proibição de armas semiautomáticas e programas de recompra de armamento.

Apesar de incidentes isolados continuarem a ocorrer, as autoridades sublinham que a dimensão e a motivação ideológica deste ataque representam um choque profundo para o país.

Reacções internacionais e acusações de antissemitismo

Benjamin Netanyahu
Benjamin Netanyahu, acusou o governo australiano de não combater adequadamente o antissemitismo © Alex Brandon/AP

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou o governo australiano de não combater adequadamente o antissemitismo, afirmando que decisões políticas recentes terão contribuído para um clima de hostilidade contra a comunidade judaica. As declarações foram dirigidas diretamente a Anthony Albanese e surgem num contexto de crescente tensão diplomática.

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As investigações prosseguem, enquanto a Austrália vive dias de luto e reflexão sobre segurança, extremismo e convivência religiosa. Todas as informações divulgadas nesta notícia têm como base dados avançados pela BBC, de acordo com fontes policiais, governamentais e comunitárias citadas pela emissora britânica.

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