Mais de 100 jerricans no rio Sado: rede de droga desmantelada

Mais de uma centena de jerricans de gasolina foram encontrados a boiar no rio Sado, numa operação que a Polícia Marítima (PM) considera estar diretamente ligada a uma rede de narcotráfico a operar, pelo menos, de passagem pela costa portuguesa. O material apreendido integrava uma cadeia logística clandestina destinada ao abastecimento de embarcações envolvidas no tráfico de droga em alto mar.

Lancha encalhada
Mais de 100 jerricans no rio Sado: rede de droga desmantelada © Direitos Reservados

Alerta dado por ferry-boat levou à descoberta da operação logística

O alerta foi dado na manhã de quinta-feira, cerca das 08h00, por manobradores de um ferry-boat que assegura a ligação entre Setúbal e Tróia, após avistarem vários objetos a boiar no rio, segundo informações divulgadas pela CNN Portugal. A Polícia Marítima deslocou-se de imediato para o local e iniciou buscas na zona.

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Cerca de 30 minutos depois, os meios da PM localizaram uma lancha suspeita junto à área da caldeira de Tróia. No interior da embarcação encontravam-se diversos jerricans de gasolina, com capacidades entre 25 e 30 litros, bem como mantimentos, alimentos e outro material logístico, indícios claros de uma operação organizada e planeada.

Mil litros de gasolina apreendidos e investigação em curso

Até ao final da tarde, antes das 18h30, os agentes da Polícia Marítima já tinham recolhido mais de 100 jerricans espalhados pelo rio, correspondendo a cerca de mil litros de gasolina 98, avaliados em aproximadamente seis mil euros. A recolha do material continua e as autoridades admitem que o número total de recipientes apreendidos venha a ultrapassar largamente a centena.

Apesar de a investigação se encontrar ainda numa fase preliminar, os indícios reunidos permitem concluir que o combustível se destinava a abastecer embarcações ligadas ao tráfico de droga no mar. Este método permitiria evitar deslocações a terra, reduzindo significativamente o risco de interceção por parte das autoridades.

Polícia Marítima confirma ligação direta ao narcotráfico

A Polícia Marítima não tem dúvidas quanto à ligação direta desta operação ao narcotráfico, considerando tratar-se de uma componente essencial da logística utilizada por redes criminosas organizadas. Os tripulantes da embarcação ilegal abandonaram a lancha e colocaram-se em fuga, deixando todo o material para trás.

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Com esta intervenção, as autoridades acreditam ter comprometido uma parte crucial do circuito logístico que alimentaria uma rede de tráfico de droga com intenções de operar ao largo da costa portuguesa, causando um prejuízo significativo aos envolvidos.

Todo o material apreendido será anexado ao processo como prova. As autoridades sublinham que este tipo de logística marítima, cada vez mais sofisticada, tem vindo a ser utilizada com maior frequência por redes de tráfico de droga, que recorrem a abastecimentos em alto mar para manter as embarcações operacionais durante longos períodos, fora do alcance do controlo policial.

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