O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou presença no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que irá homenageá-lo, no domingo de Carnaval, na Marquês de Sapucaí.

A escola, estreante no Grupo Especial, abrirá o primeiro dia do evento com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, anunciado no ano passado após a promoção da escola da Série Ouro.
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Segundo interlocutores do Planalto, Lula considerou a homenagem lisonjeira e foi sondado para desfilar, mas recusou o convite. Acompanhado da primeira-dama Janja da Silva, do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), ministros e aliados, como a deputada Benedita da Silva (PT-RJ), o presidente terá dois camarotes reservados, incluindo um voltado às autoridades.
A segurança será reforçada, com varredura prévia e coordenação da Polícia Federal, conforme padrão em eventos públicos com a presença do chefe de Estado. Não está prevista qualquer participação ou discurso do presidente, para evitar acusações de propaganda eleitoral antecipada, uma vez que Lula disputará a reeleição em outubro.
Controvérsia sobre financiamento público
O Ministério da Cultura e a Embratur assinaram um termo de cooperação técnica que destina R$ 12 milhões às 12 agremiações do Grupo Especial, o que equivale a R$ 1 milhão por escola. Além deste repasse, a Acadêmicos de Niterói receberá subvenções das prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói.
O financiamento gerou questionamentos na Procuradoria-Geral da República. O deputado federal Sanderson (PL-RS) solicitou investigação por possível propaganda eleitoral antecipada. Ele destacou recomendações do Tribunal de Contas da União para suspender o repasse federal, decisão que depende da aprovação do relator do caso, ministro Arnoldo Cedraz.
A homenagem incluirá também a representação da ex-primeira-dama Marisa Letícia, interpretada pela atriz Juliana Baroni, que participou da direção dos documentários “Vai pra Cuba, Eduardo” e “Vai pra Argentina, Caraj”*.
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Nos ensaios técnicos, manifestações políticas chamaram atenção: componentes da escola formavam a letra “L” com as mãos, e um telão exibiu críticas à anistia a envolvidos em tentativas de golpe, além de referências a Jair Bolsonaro (PL) com tornozeleira eletrónica.

