Ataque russo à Ucrânia causa danos significativos ao setor energético

Na noite de sábado, a Rússia lançou o que foi descrito pela empresa de energia DTEK como o “golpe mais poderoso” contra o setor energético da Ucrânia desde o início do ano. O ataque, composto por mísseis e drones, visou centrais de energia e infraestruturas em várias cidades ucranianas, incluindo Kyiv e Kharkiv. Segundo informações divulgadas pela empresa, a ofensiva deixou o sistema energético do país operando sob ‘sérias restrições’, aumentando os desafios para a população local, que já enfrenta temperaturas extremas de até -20°C, conforme reportado pela BBC.

Um policial carrega uma peça de um drone russo no local de um prédio residencial em Kiev
Ataque russo à Ucrânia causa danos significativos ao setor energético © Reuters

Cidades sem aquecimento e danos irreparáveis em Kharkiv

Com o avanço do inverno rigoroso, o ataque russo resultou em mais de 1.000 prédios residenciais na capital Kiev sem aquecimento, deixando os moradores em condições ainda mais precárias. Em Kharkiv, uma importante planta de energia foi danificada de forma irreparável. As autoridades ucranianas afirmam que mais de 70 mísseis balísticos e de cruzeiro foram lançados durante a operação, com o apoio de 450 drones, resultando em várias explosões que duraram mais de sete horas. As forças de defesa aérea ucranianas conseguiram interceptar apenas 38 dos mísseis, permitindo que muitos atingissem seus alvos.

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A DTEK relatou que dois de seus próprios centros de energia, incluindo os de Odesa, foram atingidos, marcando o nono ataque massivo ao setor desde outubro do ano passado. Este tipo de ofensiva tem enfraquecido constantemente a infraestrutura do país e dificultado os esforços de reparação. Engenheiros estão sendo mobilizados de todo o país, trabalhando sem parar para restaurar os serviços essenciais, mas a falta de pessoal tem atrasado os processos de recuperação.

Zelensky denuncia táticas de terror e apela por maior apoio internacional

O presidente Volodymyr Zelensky condenou duramente os ataques, acusando Moscovo de escolher a escalada e o terrorismo em vez de buscar uma solução diplomática para o conflito. Em uma mensagem divulgada no Twitter, Zelensky pediu “pressão máxima” sobre a Rússia, frisando que sem uma intervenção decisiva da comunidade internacional, o fim da guerra está distante.

Zelensky também criticou o uso de inverno rigoroso como uma tática para aterrorizar os civis, forçando a população a enfrentar não apenas a guerra, mas também as condições implacáveis de frio extremo. Em muitos bairros, os moradores têm sido forçados a procurar abrigo em estações de metrô ou mesmo montar tendas nas plataformas para se protegerem do congelamento. A falta de aquecimento tem sido uma constante preocupação, e muitas famílias enfrentam longos períodos sem eletricidade, recorrendo a cozinhas comunitárias para obter refeições quentes.

A resistência ucraniana permanece firme diante das adversidades

Apesar das dificuldades extremas impostas pelos ataques russos, a resistência da população ucraniana se mantém forte. Muitos cidadãos acreditam que esses ataques têm como objetivo forçar uma rendição, criando sofrimento para que a Ucrânia aceite as demandas russas, incluindo a entrega de territórios no leste do país. No entanto, a maioria dos ucranianos permanece firme em sua decisão de não ceder e expressa um forte desdém pelas táticas empregadas por Moscovo.

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Em resposta ao ataque, algumas das vítimas, como Vera, que aguardava por uma refeição quente em uma cozinha comunitária, afirmaram que a população ucraniana está mais unida do que nunca. “Somos mais fortes que eles, de qualquer maneira”, declarou ela com determinação.

O governo ucraniano continua a buscar mais apoio internacional para garantir a proteção de sua população e garantir o fim dos ataques contra infraestruturas civis, destacando que a proteção dos direitos humanos, incluindo a segurança de civis, é uma prioridade absoluta.

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