Lisboa é a sexta cidade europeia com maior consumo de MDMA, substância conhecida como ecstasy, de acordo com um estudo apresentado pela Agência da União Europeia sobre Drogas. A análise, baseada na monitorização de águas residuais em 115 cidades de 25 países, revela que, embora o consumo tenha diminuído na capital portuguesa, os níveis continuam elevados no contexto europeu.

O ranking é liderado por Amesterdão e Eindhoven, nos Países Baixos, seguidas de Antuérpia, na Bélgica. Apesar da descida registada, Lisboa mantém-se entre os principais centros urbanos com maior consumo desta droga sintética.
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De acordo com o epidemiologista João Matias, da agência europeia, o consumo de ecstasy na cidade está relacionado com a facilidade de acesso à substância, o seu preço reduzido e a sua associação a ambientes de entretenimento noturno. A atratividade turística e a dinâmica da vida noturna lisboeta são fatores apontados para este cenário.
Consumo de drogas diminui no Porto, mas aumenta em Almada
O estudo evidencia diferenças relevantes entre cidades portuguesas. No Porto, registou-se uma diminuição no consumo de ecstasy, contrariando a trajetória de aumento que se verificava desde 2021. A cidade regista também uma diminuição no consumo de cocaína e haxixe, sendo atualmente a cidade portuguesa com níveis mais baixos de cocaína.
Em contraste, Almada apresenta um aumento consistente no consumo de várias substâncias. Para além do crescimento no consumo de MDMA, registam-se subidas nas anfetaminas, há três anos consecutivos, e também na cocaína. Apesar deste aumento, o município não integra o grupo das cidades europeias com maiores níveis de consumo.
Especialistas admitem que esta evolução pode estar relacionada com a deslocação de atividades de lazer para a margem sul ou com padrões de consumo de residentes que frequentam espaços noturnos em Lisboa.
Portugal mantém níveis de consumo abaixo da média europeia
Apesar dos dados registados em algumas cidades, Portugal continua a apresentar níveis de consumo de drogas inferiores à média europeia. De acordo com João Matias, este cenário poderá resultar de fatores como a legislação em vigor, campanhas de prevenção e sistemas eficazes de monitorização e alerta.
A análise realizada entre março e maio de 2025 indica ainda que o consumo de cocaína aumentou 22 por cento nas cidades estudadas, sendo mais expressivo na Europa Ocidental e do Sul, nomeadamente na Bélgica, Países Baixos e Espanha.
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No que diz respeito às anfetaminas e metanfetaminas, os níveis mantiveram-se relativamente estáveis entre 2024 e 2025, com maior incidência no norte e centro da Europa. Já o consumo de haxixe permaneceu estável no conjunto das cidades analisadas.
Por outro lado, a cetamina, utilizada clinicamente no tratamento da depressão, mas também consumida como droga recreativa, registou um aumento significativo de quase 41 por cento, com destaque para cidades da Bélgica, Alemanha e Países Baixos.


Para alguns e mais fácil fugir da realidade com drogas que aceitar o que acontece.