Júri dissolvido em julgamento sobre morte de bebé adoptado no Reino Unido

O julgamento relacionado com a morte de um bebé de 13 meses no Reino Unido foi interrompido após a dissolução do júri no Tribunal da Coroa de Preston.

O julgamento relacionado com a morte de um bebé
Júri dissolvido em julgamento sobre morte de bebé adoptado © PA

Jamie Varley, de 37 anos, e John McGowan-Fazakerley, de 32, estavam a ser julgados por 30 acusações relacionadas com a morte de Preston Davey.

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No quarto dia do julgamento, o juiz Mark Turner informou os jurados de que surgiram circunstâncias que impediam a continuação imediata do processo.

Sem divulgar os motivos, o magistrado agradeceu o trabalho do painel constituído por seis mulheres e seis homens e determinou a sua dispensa. A razão da decisão não pode ser tornada pública por imposição legal.

O juiz elogiou ainda a atenção e dedicação demonstradas pelos jurados durante os dias em que acompanharam o caso.

O julgamento deverá ser retomado na próxima semana, já com a constituição de um novo júri.

Ministério Público acusa casal de homicídio e maus-tratos continuados

Segundo a acusação, o bebé terá sido sujeito a maus-tratos físicos e abusos sexuais de forma continuada depois de ter sido adoptado pelos dois arguidos.

Preston Davey nasceu em Junho de 2022 e foi colocado sob tutela do município de Oldham pouco depois do nascimento.

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A criança viveu inicialmente com uma família de acolhimento até Abril de 2023, altura em que passou a residir com os acusados numa habitação situada em Blackpool.

Em Julho de 2023, menos de quatro meses após a adopção, o bebé foi transportado inconsciente para o Hospital Victoria de Blackpool, em paragem cardiorrespiratória, acabando por morrer pouco tempo depois.

A acusação sustenta que a morte não resultou de acidente, mas sim de um acto intencional cometido por uma das pessoas encarregadas dos seus cuidados e protecção.

Autópsia apontou lesões graves e sinais de violência

Os exames forenses concluíram que a causa da morte foi obstrução aguda das vias respiratórias superiores, provocada por sufocação ou pela introdução de objectos na boca.

A autópsia revelou ainda múltiplas lesões internas e externas consideradas não acidentais.

Foram identificadas nódoas negras e escoriações na cabeça, rosto, boca, braços, peito, costas e coxa esquerda.

A criança apresentava igualmente ferimentos na boca, garganta e zona anal, segundo os elementos apresentados em tribunal.

Os peritos afastaram a hipótese de afogamento ou doença natural como causa da morte, indicando que alguns ferimentos terão sido provocados pouco antes do óbito.

Arguidos rejeitam todas as acusações

Jamie Varley nega os crimes de homicídio, homicídio por negligência, agressão sexual, maus-tratos a menor, ofensas graves à integridade física e crimes relacionados com imagens indecentes de crianças.

Já John McGowan-Fazakerley rejeita as acusações de permitir a morte de uma criança, maus-tratos infantis e agressão sexual a menor.

Ambos os arguidos mantêm a inocência relativamente aos factos que lhes são imputados.]

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Caso gera forte impacto no Reino Unido

O processo tem provocado forte impacto mediático e social no Reino Unido devido à gravidade das alegações e às circunstâncias que envolveram a adopção da criança.

O reinício do julgamento com um novo júri deverá voltar a colocar o caso sob forte atenção pública nos próximos dias.

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