Os objetos suspeitos encontrados nas proximidades da Embaixada de Israel, no centro de Londres, foram considerados inofensivos pelas autoridades britânicas, após uma operação de segurança que mobilizou várias equipas especializadas ao longo de sexta-feira. Entre os materiais localizados estavam dois frascos contendo uma substância em pó, inicialmente tratados como potencial risco até serem analisados.

Apesar da conclusão preliminar de que os itens não apresentavam perigo, a Polícia Antiterrorista de Londres continua a investigar se existe alguma ligação entre a descoberta e um vídeo difundido nas redes sociais por um grupo islamista associado ao Irão, no qual era sugerido um possível ataque à representação diplomática israelita.
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A gravação, atribuída ao grupo Harakat Ashab al-Yamin al-Islamia, mostrava uma mira apontada sobre uma imagem da embaixada, acompanhada por imagens de indivíduos trajados com fatos de proteção química e a operar drones. O conteúdo levou as autoridades a reforçar de imediato as medidas de segurança na zona envolvente.
Encerramento de Kensington Gardens provocou forte operação policial
Na sequência da ameaça e da descoberta dos objetos suspeitos, Kensington Gardens foi encerrado ao público na sexta-feira, reabrindo apenas no sábado, depois de concluídas as primeiras diligências no terreno.
A decisão visou garantir a segurança dos visitantes, residentes e trabalhadores da área, numa das zonas mais movimentadas e sensíveis da capital britânica. O parque situa-se junto a vários edifícios relevantes, incluindo a Embaixada de Israel e o Palácio de Kensington.
A comandante Helen Flanagan, da Polícia Antiterrorista de Londres, reconheceu o impacto causado pela operação e agradeceu a compreensão da população.
Segundo a responsável, embora os materiais tenham sido classificados como não perigosos, a investigação permanece ativa e os agentes continuam a recolher provas para determinar a origem dos objetos e a eventual relação com a ameaça online.
Equipas químicas, bombeiros e mergulhadores mobilizados no local
A resposta das autoridades envolveu um forte dispositivo de emergência. Uma carrinha da unidade química, biológica, radiológica e nuclear da Polícia Metropolitana foi vista perto do coreto de Kensington Gardens, a cerca de 500 metros da embaixada.
No local estiveram ainda presentes elementos da Brigada de Incêndio de Londres, equipas médicas especializadas em resposta a zonas perigosas e mergulhadores da unidade policial de buscas subaquáticas e espaços confinados.
A presença destas equipas demonstra o nível de precaução adotado pelas autoridades britânicas perante qualquer suspeita que envolva instalações diplomáticas ou potenciais ameaças terroristas.
Embaixada de Israel mantém cooperação com forças de segurança
As autoridades confirmaram que a Embaixada de Israel não foi alvo de qualquer ataque. Ainda assim, a polícia afirmou que continua a trabalhar em estreita articulação com os responsáveis diplomáticos israelitas e com as respetivas equipas de segurança.
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O objetivo passa por reforçar a proteção do edifício e assegurar que todas as medidas preventivas permanecem em vigor enquanto decorrem as investigações.
A segurança em redor de missões diplomáticas em Londres tem sido reforçada nos últimos anos, especialmente em períodos de maior tensão internacional no Médio Oriente.
Grupo suspeito já reivindicou outros ataques em Londres
O caso surge numa altura em que o grupo Harakat Ashab al-Yamin al-Islamia, alegadamente apoiado pelo Irão, reivindicou também outros ataques incendiários no norte de Londres.
As autoridades britânicas recordam que Estados hostis, incluindo o Irão, já recorreram anteriormente a intermediários criminosos para executar operações no Reino Unido, recorrendo a redes locais para atingir alvos políticos ou simbólicos.
Recentemente, um adolescente e dois homens foram detidos após um ataque contra escritórios de uma organização mediática persa em Wembley, caso que continua igualmente sob investigação.
Outros incidentes antissemitas continuam sob investigação
A polícia esclareceu, contudo, que não está neste momento a relacionar este episódio com uma tentativa de incêndio numa sinagoga em Finchley, ocorrida no início da semana, nem com o incêndio de ambulâncias pertencentes à comunidade judaica em Golders Green no mês passado.
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Paralelamente, a unidade antiterrorista investiga ainda um suspeito ataque incendiário a um edifício anteriormente utilizado pela comunidade judaica em Hendon, registado na noite de sexta-feira.
As autoridades mantêm vigilância reforçada em vários pontos da cidade, numa fase marcada por preocupações crescentes com a segurança de comunidades religiosas, instalações diplomáticas e possíveis ações coordenadas.

