O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou este domingo que os jogadores que cobrem a boca durante discussões ou confrontos no campo devem ser expulsos, especialmente quando envolvidos em atitudes racistas.

A sua declaração surgiu em resposta ao incidente que envolveu os jogadores Gianluca Prestianni, do Benfica, e Vinicius Júnior, do Real Madrid, no jogo da Liga dos Campeões em fevereiro.
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O incidente no Estádio da Luz e a posição de Infantino
O episódio ocorreu a 17 de fevereiro, no Estádio da Luz, em Lisboa, durante a primeira mão do play-off da Liga dos Campeões, onde o Real Madrid venceu o Benfica por 1-0. Após marcar o único golo da partida, Vinicius Júnior foi, alegadamente, alvo de insultos racistas por parte de Gianluca Prestianni, avançado argentino da equipa portuguesa.
Depois das denúncias feitas por Vinicius Júnior e outros jogadores do Real Madrid, o árbitro francês François Letexier interrompeu o jogo e ativou o protocolo antirracismo. O jogo foi retomado após cerca de 10 minutos, mas o incidente gerou grande polémica, uma vez que Prestianni negou as acusações, enquanto os jogadores do Real Madrid confirmaram os insultos. Como resposta, a UEFA decidiu suspender temporariamente o jogador argentino enquanto o inquérito sobre o caso continua.
Infantino defende uma abordagem mais rigorosa
Em entrevista à Sky Sports, Gianni Infantino defendeu que a FIFA está a planear adotar medidas mais severas contra comportamentos discriminatórios no futebol. O presidente da FIFA afirmou que “se um jogador tapa a boca e proferir algo de teor racista, deve ser expulso, sem dúvida. A presunção é de que disse algo impróprio, ou não teria escondido a boca”.
Infantino também sublinhou a necessidade de não se limitar apenas à análise e punição de tais atitudes, mas também de promover uma mudança na cultura do futebol. Segundo ele, deve haver espaço para que jogadores ou outros envolvidos possam pedir desculpa se se arrependerem do que fizeram.
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“Talvez devêssemos não só penalizar, mas também avaliar a possibilidade de aceitar um pedido de desculpas. Se alguém cometer um erro num momento de impulso, a sanção poderia ser mais branda”, sugeriu Infantino, defendendo uma abordagem mais compreensiva, sem comprometer a aplicação rigorosa das regras.
O caso ainda está a ser investigado, mas a FIFA parece determinada a adotar uma postura preventiva e educativa, enquanto continua a trabalhar para erradicar o racismo e outras formas de discriminação no futebol.

