A Igreja da Suécia emitiu um alerta a várias paróquias do país depois de descobrir que um convento bielorrusso, conhecido como “Z-Nuns”, estava a desenvolver atividades de financiamento da guerra da Rússia na Ucrânia. As freiras do convento de Santa Isabel vendiam pequenos objetos e lembranças a frequentadores de igrejas suecas, e os rendimentos eram canalizados para iniciativas pró-guerra e apoio ao nacionalismo russo, com ligações diretas à inteligência militar russa (GRU).

Investigadores descobriram que estas freiras já tinham sido fotografadas em zonas ocupadas da Ucrânia, colaborando com soldados russos, vestindo fardas militares e participando em atividades para reforçar a moral das tropas. O caso gerou alarme entre as autoridades religiosas e levou a Igreja da Suécia a emitir um aviso a todas as paróquias, recomendando que não apoiassem nem financiariam as suas atividades.
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Reações de líderes religiosos e autoridades suecas
Michael Öjermo, reitor da paróquia de Täby, afirmou que desconhecia o histórico do convento antes de o convidar para atividades na sua igreja. “Sabia apenas que eram de Bielorrússia, um aliado da Rússia, mas nunca imaginei que poderiam ser usados para propaganda pró-guerra”, explicou. Öjermo recordou experiências passadas com ministros de países sob regimes autoritários, mas destacou que a utilização estratégica de grupos religiosos para fins militares e políticos representa uma nova ameaça que não tinha sido antecipada.
Kristina Smith, chefe da unidade de planeamento de crises da Igreja da Suécia, revelou que o caso também levou a Igreja a alertar a Igreja Ortodoxa Russa sobre o aluguer de instalações próximas de instalações militares. “A invasão em larga escala de 2022 foi um rude despertar para a Suécia. Por 200 anos, orgulhamo-nos de não estar em guerra e de sermos um país pacífico, mas a realidade mudou e precisamos de estar vigilantes”, disse Smith.
Implicações sociais e políticas do caso
O caso das “Z-Nuns” evidencia como organizações religiosas podem ser usadas como instrumentos de propaganda e financiamento de conflitos, infiltrando-se em sociedades ocidentais através de atividades aparentemente benignas, como vendas de lembranças e participação em eventos comunitários. Além do impacto militar, a situação levanta questões sobre segurança interna, vigilância e responsabilidade das instituições religiosas, que devem assegurar que os seus espaços não sejam explorados para fins políticos ou militares.
Especialistas alertam que a colaboração entre grupos religiosos e agências de inteligência estrangeiras não é um fenómeno isolado, mas parte de uma estratégia mais ampla de influência e desinformação internacional, tornando essencial que igrejas, comunidades e autoridades públicas implementem protocolos de verificação e controlo mais rigorosos.
A Igreja da Suécia emitiu um alerta a várias paróquias do país depois de descobrir que um convento bielorrusso, conhecido como “Z-Nuns”, estava a desenvolver atividades de financiamento da guerra da Rússia na Ucrânia. As freiras do convento de Santa Isabel vendiam pequenos objetos e lembranças a frequentadores de igrejas suecas, e os rendimentos eram canalizados para iniciativas pró-guerra e apoio ao nacionalismo russo, com ligações diretas à inteligência militar russa (GRU).
Investigadores descobriram que estas freiras já tinham sido fotografadas em zonas ocupadas da Ucrânia, colaborando com soldados russos, vestindo fardas militares e participando em atividades para reforçar a moral das tropas. O caso gerou alarme entre as autoridades religiosas e levou a Igreja da Suécia a emitir um aviso a todas as paróquias, recomendando que não apoiassem nem financiariam as suas atividades.
Reações de líderes religiosos e autoridades suecas
Michael Öjermo, reitor da paróquia de Täby, afirmou que desconhecia o histórico do convento antes de o convidar para atividades na sua igreja. “Sabia apenas que eram de Bielorrússia, um aliado da Rússia, mas nunca imaginei que poderiam ser usados para propaganda pró-guerra”, explicou. Öjermo recordou experiências passadas com ministros de países sob regimes autoritários, mas destacou que a utilização estratégica de grupos religiosos para fins militares e políticos representa uma nova ameaça que não tinha sido antecipada.
Kristina Smith, chefe da unidade de planeamento de crises da Igreja da Suécia, revelou que o caso também levou a Igreja a alertar a Igreja Ortodoxa Russa sobre o aluguer de instalações próximas de instalações militares. “A invasão em larga escala de 2022 foi um rude despertar para a Suécia. Por 200 anos, orgulhamo-nos de não estar em guerra e de sermos um país pacífico, mas a realidade mudou e precisamos de estar vigilantes”, disse Smith.
Implicações sociais e políticas do caso
O caso das “Z-Nuns” evidencia como organizações religiosas podem ser usadas como instrumentos de propaganda e financiamento de conflitos, infiltrando-se em sociedades ocidentais através de atividades aparentemente benignas, como vendas de lembranças e participação em eventos comunitários. Além do impacto militar, a situação levanta questões sobre segurança interna, vigilância e responsabilidade das instituições religiosas, que devem assegurar que os seus espaços não sejam explorados para fins políticos ou militares.
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Especialistas alertam que a colaboração entre grupos religiosos e agências de inteligência estrangeiras não é um fenómeno isolado, mas parte de uma estratégia mais ampla de influência e desinformação internacional, tornando essencial que igrejas, comunidades e autoridades públicas implementem protocolos de verificação e controlo mais rigorosos.

