O Benfica regressou aos triunfos no campeonato com uma vitória por 2-0 sobre o Rio Ave, em Vila do Conde, marcando o início da segunda volta com um resultado positivo após as eliminações recentes na Taça da Liga e na Taça de Portugal. A equipa comandada por José Mourinho entrou com grande intensidade, pressionando desde o primeiro minuto e impondo uma dinâmica forte nas alas que praticamente anulou qualquer iniciativa ofensiva do adversário.

O primeiro golo surgiu aos 16 minutos, quando Leandro Barreiro, de cabeça, concretizou um cruzamento preciso de Sudakov, colocando o Benfica em vantagem. Apesar de diversas oportunidades desperdiçadas – Pavlidis e Dedic não conseguiram finalizar, Tomás Araújo falhou o alvo, e Schjelderup acertou no poste – a equipa lisboeta conseguiu manter o controlo do jogo e criar perigo constante. O desempenho coletivo evidenciou organização tática e um equilíbrio entre ataque e pressão defensiva, mesmo em momentos de falhanço individual.
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Polémicas do jogo e controlo do resultado
O encontro teve momentos de polémica, nomeadamente um penálti inicialmente assinalado por mão de Nikos, que foi revertido pelo VAR após análise das imagens. O segundo golo, adiado, acabou por surgir aos 25 minutos, de forma inesperada, quando o médio do Rio Ave marcou na própria baliza, ampliando a vantagem do Benfica. Antes do intervalo, a equipa da casa ainda criou perigo, com o mesmo Ntoi a acertar no poste da baliza defendida por Trubin, mantendo os encarnados em alerta.
Na segunda parte, o Benfica continuou a controlar a posse e o ritmo do jogo, mas manteve as dificuldades na finalização, desperdiçando várias oportunidades. Prestianni e Sudakov tiveram remates perigosos, e Clayton marcou num lance que acabou anulado pelo VAR por fora de jogo, com o ponta de lança a estar apenas sete centímetros adiantado relativamente ao último defesa. Mesmo com estas falhas, a partida nunca esteve em risco real de reviravolta.
Destaques individuais e análise de desempenho
Entre os jogadores do Benfica, Leandro Barreiro e Aursnes foram essenciais no equilíbrio da equipa, permitindo a Sudakov brilhar como número 10. Dedic destacou-se pela atividade constante na ala direita, enquanto Pavlidis voltou a revelar dificuldades de concretização, apesar das oportunidades criadas. Pelo Rio Ave, Aguilera foi o jogador mais influente, segurando a equipa em vários momentos críticos, mas não foi suficiente para alterar o resultado.
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Por outro lado, o brasileiro André Luiz, apontado como possível reforço do Benfica, teve uma exibição discreta e não conseguiu impor-se no jogo, mostrando que ainda precisa de se adaptar ao sistema encarnado.
Árbitro e utilização do VAR
O árbitro teve papel ativo nos lances polémicos, com o VAR a corrigir corretamente o penálti assinalado por mão de Nikos e a validar o fora de jogo de Clayton. Estas decisões garantiram que o resultado final refletisse a justiça do desempenho em campo, mantendo a integridade da partida.

