Um passageiro da EasyJet, Nicola Cristiano, de 45 anos, foi condenado a seis anos de prisão por ter tentado forçar uma mulher a tocar nas suas partes íntimas durante um voo noturno de Nápoles para Edimburgo, a 13 de maio de 2025. O homem, cidadão italiano e pai de dois filhos, terá mudado deliberadamente de lugar no avião para se sentar ao lado da vítima, que viajava sozinha.

Durante o incidente, Cristiano agarrou repetidamente a mão e o pescoço da mulher, tentou beijá-la e pressionou-a a tocar no seu órgão sexual. Testes posteriores revelaram a presença de sémen do agressor na face e nos lábios da vítima, confirmando a gravidade do ataque. Após conseguir afastar-se para outra secção da aeronave, a mulher denunciou a situação à tripulação da EasyJet, que contactou as autoridades assim que o avião aterrissou no Aeroporto de Edimburgo. Cristiano foi imediatamente detido pela polícia escocesa.
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O caso seguiu para julgamento no Tribunal Superior de Edimburgo, onde o réu foi acusado de tentativa de violação, um crime de extrema gravidade que, segundo as autoridades, terá um impacto duradouro na vida da vítima.
Consequências legais e impacto sobre a vítima
Ao proferir a sentença, a juíza Alison Stirling destacou que o ataque deixou consequências significativas na sensação de segurança da vítima. “Ela já não se sente confortável a voar ou a viajar sozinha e cancelou uma viagem previamente planeada este ano”, afirmou. A juíza salientou ainda que a natureza pública do ataque, rodeado de outros passageiros, aumentou o trauma psicológico, fazendo com que a vítima se sentisse isolada e vulnerável.
O relatório de serviços de justiça criminal indicou que Cristiano não aceitou o veredicto do júri, evidenciando a falta de arrependimento do agressor. A juíza reforçou que a pena de prisão era a única adequada, considerando os objetivos de punição, proteção da sociedade, expressão de reprovação social e reabilitação do condenado durante o cumprimento da pena.
Além da pena de seis anos, foi anunciado que Cristiano será deportado para Itália após cumprir a sua sentença e permanecerá sujeito a notificações legais por tempo indefinido, medida destinada a garantir que o agressor não represente risco futuro. Durante a leitura da sentença, o réu não demonstrou qualquer reação visível.
O advogado de defesa admitiu que Cristiano reconheceu ter tomado a mão da vítima e colocado-a sobre o seu órgão sexual, mas manteve a inocência relativamente às acusações mais graves. A Polícia Escocesa, através da Detective Chief Inspector Steph Garnett, afirmou que o condenado enfrentará plenamente as consequências dos seus atos e expressou esperança de que a decisão judicial traga algum conforto à vítima. “Cristiano abordou deliberadamente uma mulher que viajava sozinha e cometeu uma agressão sexual. É importante que a sociedade veja que tais comportamentos não ficam impunes”, acrescentou a responsável.
Contexto e prevenção de agressões em voos
O caso levanta questões sobre a segurança de passageiros em voos comerciais, especialmente em viagens noturnas e com ocupação limitada. Companhias aéreas, como a EasyJet, têm vindo a reforçar os protocolos de segurança, incluindo a formação da tripulação para lidar com situações de assédio e agressão sexual a bordo, a fim de proteger passageiros vulneráveis.
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Especialistas em segurança aérea salientam que é fundamental que vítimas denunciem imediatamente qualquer incidente à tripulação e às autoridades, garantindo que o agressor seja responsabilizado. Casos como o de Cristiano reforçam a necessidade de políticas rigorosas e vigilância contínua nos aviões, de forma a prevenir situações de violência e apoiar as vítimas.

