A mãe de Mason Rist, de 15 anos, revelou que Anthony Snook, de 45 anos, condenado pelo homicídio do filho e do amigo Max Dixon, de 16 anos, tinha sido detido pela polícia apenas oito dias antes do ataque mortal em Bristol, devido à posse de uma machete no porta-bagagens do seu carro. Nikki Knight acusa as autoridades de falharem na proteção dos adolescentes e de terem perdido uma oportunidade de evitar a tragédia.

“As autoridades falharam os miúdos. Apenas dias antes dos assassinatos, encontraram a machete no carro de Anthony Snook. Ele não foi preso, não foi apresentada como prova. Dias depois, matou dois rapazes inocentes”, afirmou Nikki Knight, visivelmente abalada.
O ataque ocorreu quando Snook se deslocava com Riley Tolliver, de 18 anos, Kodi Wescott, de 17, e outros dois adolescentes, cujas identidades não podem ser reveladas por razões legais. Câmaras de vigilância instaladas na residência de Mason captaram os 33 segundos do ataque, em que os rapazes foram atingidos com uma machete, uma “zombie knife” e um bastão de baseball. Os ferimentos provocaram a morte imediata dos dois adolescentes.
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Machete apreendida e justificativa do suspeito
O caso ganhou contornos ainda mais polémicos ao revelar que Snook justificou a posse da machete junto da polícia afirmando ser “um pescador ávido” e que a arma fazia parte do seu equipamento de pesca. Apesar da apreensão da arma e da denúncia do incidente, Snook não foi detido, tendo a polícia permitido que continuasse a sua viagem.
Nikki Knight revelou que este episódio, que considerou um alerta óbvio, não foi suficiente para que a justiça agisse preventivamente. “Se ele tivesse sido detido, esta tragédia não teria acontecido. A polícia simplesmente deixou-o ir. Deveriam ter mantido os nossos filhos seguros, mas falharam de forma grave”, disse a mãe de Mason.
Julgamento e condenação
Anthony Snook foi condenado a uma pena mínima de 38 anos de prisão pelo duplo homicídio de Mason e Max. Durante o julgamento, o arguido tentou alegar que não sabia que os adolescentes estavam armados e negou que qualquer uma das armas pudesse ter estado previamente no seu carro. Contudo, as evidências recolhidas, incluindo a gravação das câmaras de vigilância, confirmaram a sua responsabilidade direta no crime.
O Crown Prosecution Service decidiu não prosseguir com a acusação por posse de arma branca, considerando que não era do interesse público, dado que Snook já se encontrava condenado pelos assassinatos.
Polícia defende atuação mas controvérsia persiste
A polícia de Avon e Somerset, através de comunicado, afirmou que a detenção de Snook e a apreensão da machete “foram realizadas corretamente” e que a decisão de não prosseguir com o processo foi tomada de acordo com os procedimentos legais. Segundo a instituição, o arguido foi inicialmente detido, a arma foi confiscada, e não seriam necessárias outras medidas adicionais.
Apesar das explicações oficiais, Nikki Knight insiste que houve falhas graves na proteção dos adolescentes. A mãe está determinada a responsabilizar as autoridades e a pressionar por uma revisão das medidas de segurança e prevenção, afirmando que 2026 será um ano dedicado a garantir que casos semelhantes não voltem a ocorrer.
Debate sobre segurança juvenil e posse de armas brancas
O caso voltou a levantar questões sobre a eficácia das políticas de segurança juvenil e o controlo da posse de armas brancas. Especialistas em criminologia e direito penal apontam para a necessidade de revisão de protocolos quando existem sinais claros de risco, principalmente em situações que envolvem adolescentes e armas potencialmente letais.
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O duplo homicídio em Bristol permanece como um alerta para as autoridades e para a sociedade, destacando a importância de agir preventivamente e não subestimar incidentes aparentemente menores que possam evoluir para tragédias.

