Um homem está a ser julgado no Reino Unido por homicídio, após alegadamente ter confessado o crime a um agente de trânsito enquanto caminhava numa autoestrada. A vítima, uma mulher de 45 anos, foi encontrada morta na sua residência um dia após ter terminado a relação com o arguido.

Segundo o tribunal, a vítima foi encontrada no chão da habitação com fita adesiva azul enrolada à volta do rosto e da cabeça. A autópsia concluiu que a causa da morte foi asfixia, com indícios adicionais de compressão ao nível do pescoço e do tórax.
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Imagens de uma câmara de videovigilância à entrada da casa mostram uma pessoa a entrar na residência a partir de um veículo associado ao arguido. Cerca de 15 minutos depois, um vizinho relatou ter ouvido quatro ruídos consecutivos vindos do interior do imóvel.
Confissão alegada ocorreu numa autoestrada
O arguido, de 48 anos, foi encontrado a caminhar numa via de acesso da autoestrada M40, perto de High Wycombe, no dia seguinte ao alegado crime. De acordo com o testemunho apresentado em tribunal, ao ser abordado por um agente de trânsito, terá afirmado: “Vai precisar de chamar a polícia — matei a minha namorada”.
As autoridades deslocaram-se então à residência da vítima, onde confirmaram a morte no local. Imagens captadas por câmaras corporais foram apresentadas em tribunal, incluindo o momento da detenção do suspeito e a descoberta do corpo.
Julgamento decorre na ausência do arguido
O julgamento está a decorrer no Tribunal da Coroa de Portsmouth, no condado de Hampshire. Apesar de se ter declarado inocente das acusações de homicídio e negligência infantil, o arguido optou por não comparecer em tribunal.
O juiz responsável pelo caso esclareceu que o julgamento pode prosseguir na ausência do arguido, desde que este esteja representado legalmente e tenha tomado a decisão de forma voluntária. Foi ainda sublinhado que a ausência não deve ser interpretada como prova de culpa.
Durante a investigação, foram identificados vários arranhões e escoriações no corpo do arguido, cuja origem não foi explicada. A acusação sugere que essas marcas poderão ter sido infligidas pela vítima durante o alegado ataque.
Provas e depoimentos marcam processo judicial
Em interrogatório policial, o arguido recusou assistência jurídica inicial e optou por permanecer em silêncio durante grande parte das perguntas. Segundo a acusação, não terá retratado nem comentado a alegada confissão feita ao agente de trânsito.
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O julgamento deverá prolongar-se por duas a três semanas, estando prevista a possibilidade de o arguido comparecer em tribunal numa fase posterior, caso assim o decida.
O tribunal reiterou que cabe ao júri analisar todas as provas apresentadas de forma imparcial, respeitando o princípio da presunção de inocência.

