Um homem foi hospitalizado após um ataque com ácido registado junto a um restaurante da McDonald’s, em Ashton-under-Lyne, na região da Grande Manchester, no Reino Unido. O incidente, descrito pelas autoridades como um “hazmat incident” — termo utilizado para situações envolvendo materiais perigosos — mobilizou equipas de emergência e levou ao isolamento parcial da área.

O ataque ocorreu durante a tarde de ontem, numa zona movimentada da Warrington Road, no centro da cidade. Testemunhas relataram momentos de tensão e preocupação junto ao estabelecimento, enquanto os serviços de emergência prestavam assistência à vítima e avaliavam possíveis riscos associados à substância corrosiva utilizada no ataque.
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Vítima sofreu ferimentos após ataque com substância corrosiva
De acordo com a Polícia da Grande Manchester, o alerta foi recebido por volta das 16h00 locais. Quando os agentes chegaram ao local, encontraram um homem na casa dos 30 anos com ferimentos provocados por uma substância química.
A vítima foi rapidamente transportada para o hospital, onde permanece sob observação médica. Apesar da gravidade do incidente, as autoridades esclareceram que os ferimentos não são considerados fatais nem deverão provocar danos permanentes.
Em comunicado citado pela imprensa britânica, a polícia confirmou que os serviços de emergência atuaram de imediato para garantir a segurança pública e controlar a situação. O perímetro foi isolado para permitir o trabalho das equipas especializadas em incidentes químicos.
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As autoridades não divulgaram detalhes sobre as circunstâncias exatas do ataque nem sobre a relação entre os envolvidos, mas a investigação continua em curso.
Dois homens detidos permanecem sob custódia policial
No seguimento da operação policial, dois homens, com idades compreendidas entre os 40 e os 50 anos, foram detidos sob suspeita de agressão. Ambos permanecem sob custódia enquanto decorrem os interrogatórios e a recolha de provas.
A polícia informou ainda que continua a trabalhar no local para determinar a natureza da substância utilizada e esclarecer a sequência dos acontecimentos. Até ao momento, não foram divulgadas acusações formais.
As autoridades procuraram também tranquilizar a população, garantindo que não existe qualquer ameaça adicional para os residentes ou para os comerciantes da zona envolvente.
“O local permanece isolado e não se acredita existir qualquer risco para o público em geral”, referiu a Polícia da Grande Manchester em nota oficial.
Ataques com ácido continuam a gerar preocupação no Reino Unido
O caso ocorrido em Ashton-under-Lyne reacende o debate sobre o aumento de ataques com substâncias corrosivas no Reino Unido, um fenómeno que tem preocupado as forças de segurança nos últimos anos.
Embora este tipo de crime represente uma pequena percentagem dos casos de violência registados no país, os ataques com ácido costumam provocar forte impacto mediático devido às consequências físicas e psicológicas para as vítimas.
Em muitos casos, as substâncias utilizadas causam queimaduras graves, lesões permanentes e traumas emocionais duradouros. Por esse motivo, o governo britânico tem vindo a reforçar legislação relacionada com a venda e posse de produtos corrosivos.
Casos semelhantes têm ocorrido em várias cidades britânicas
O incidente em Manchester surge meses depois de outro ataque semelhante ocorrido em Walthamstow, no leste de Londres. Em outubro do ano passado, dois adolescentes foram hospitalizados depois de uma substância corrosiva ter sido lançada durante confrontos entre grupos de jovens.
Segundo as autoridades londrinas, o ataque aconteceu em plena via pública, numa zona comercial bastante frequentada. Os serviços de emergência foram chamados ao local após relatos de confrontos violentos envolvendo vários jovens.
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Os dois rapazes receberam tratamento hospitalar devido a ferimentos considerados não fatais. A polícia abriu igualmente uma investigação para identificar os responsáveis.
Nos últimos anos, várias cidades britânicas têm reforçado medidas de prevenção e vigilância relacionadas com ataques químicos, incluindo restrições à venda de determinados produtos corrosivos e campanhas de sensibilização pública.
Especialistas em segurança alertam que este tipo de crime continua a representar um desafio para as autoridades, sobretudo devido à facilidade de acesso a algumas substâncias químicas utilizadas em ataques violentos.

