Um homem de 52 anos foi condenado a prisão perpétua no Reino Unido pelo homicídio premeditado da mulher, depois de se ter apurado que manipulou o filho menor para o ajudar a encobrir o crime. Robert Rhodes assassinou a esposa, Dawn Rhodes, cortando-lhe a garganta na residência do casal em Redhill, no condado de Surrey, a 2 de junho de 2016.

Na altura, Rhodes conseguiu iludir a justiça ao convencer um júri do tribunal de Old Bailey de que agira em legítima defesa, alegando que a mulher o tinha atacado com uma faca e que a morte ocorreu durante uma luta. O testemunho decisivo foi o do filho do casal, então em idade escolar, que corroborou a versão apresentada pelo pai.
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Revelações do filho levaram à reabertura do processo
Anos mais tarde, já na adolescência, o jovem revelou a um amigo e posteriormente a um terapeuta que tinha sido manipulado pelo pai para ajudar a “livrar-se da mãe”. Essas revelações levaram as autoridades a reabrir o caso, culminando num novo julgamento no tribunal de Inner London Crown Court.
Durante o processo, o júri ouviu que Rhodes planeou o homicídio de forma fria e calculada, envolvendo deliberadamente o filho. Em depoimento gravado em vídeo e apresentado em tribunal, o jovem descreveu como o pai lhe perguntou, dias antes do crime, se queria “livrar-se da mãe”, e como ambos discutiram a forma de executar o plano.
O adolescente relatou ainda que o pai lhe forneceu um guião detalhado do que deveria dizer à polícia, incluindo a falsa narrativa de que Dawn teria atacado ambos com uma faca. Para reforçar essa versão, Rhodes obrigou o filho a esfaqueá-lo com a mesma arma utilizada no homicídio, causando-lhe ferimentos superficiais.
Tribunal considera homicídio “a sangue-frio e premeditado”
O tribunal ouviu que, após o crime, Rhodes continuou a pressionar e a controlar o filho, instruindo-o a manter a versão combinada e recorrendo a ameaças implícitas para garantir o silêncio. A criança desenvolveu perturbação de stress pós-traumático (PTSD), consequência direta da manipulação e do peso da mentira mantida durante anos.

O procurador John Price KC afirmou que o jovem, “atormentado pela culpa”, decidiu finalmente contar a verdade, descrevendo a história real como “profundamente chocante” e radicalmente diferente da versão inicialmente aceite pela justiça.
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No novo julgamento, Robert Rhodes foi considerado culpado de homicídio, dois crimes de perjúrio, obstrução à justiça e crueldade para com menor. O arguido recusou comparecer na audiência de sentença, apesar de estar clinicamente apto, mantendo a alegação de inocência.
A juíza Mrs Justice Ellenbogen condenou-o a prisão perpétua, fixando um período mínimo de 29 anos e meio antes de poder requerer liberdade condicional. Segundo o tribunal, o caso representa uma grave violação da confiança parental e um exemplo extremo de manipulação psicológica com consequências devastadoras para a vítima e para o filho.


como alguém tem coragem de fazer isso, é muito triste, ele tem que ficar preso mesmo.