Joshua Coates foi condenado a 11 anos de prisão por tentar matar uma bebé de quatro meses, após a abanar violentamente em Arbroath, na região de Angus, na Escócia. O ataque provocou lesões cerebrais graves e permanentes na criança, que atualmente sofre de paralisia cerebral nos quatro membros e problemas de visão.

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A sentença foi anunciada esta quarta-feira no Tribunal Superior de Glasgow pelo juiz Lord Young, que descreveu o caso como um episódio de extrema violência contra uma vítima “completamente indefesa”.
Lesões graves deixaram sequelas permanentes
Durante a audiência, o tribunal ouviu que a bebé sofreu uma lesão cerebral generalizada na sequência do ataque ocorrido a 4 de agosto de 2023. Além disso, exames realizados após a admissão da criança no Hospital Ninewells, em Dundee, revelaram fraturas em ambos os pulsos, alegadamente provocadas dias antes do incidente principal.
Segundo o juiz Lord Young, a criança apresenta atualmente limitações significativas nas capacidades motoras grossas e finas. Apesar de estar a demonstrar progressos na recuperação, o magistrado afirmou que será “inevitável” que a vítima necessite de assistência ao longo de toda a vida devido às sequelas permanentes.
O juiz acrescentou ainda que Coates também provocou hematomas e escoriações no rosto e no corpo da bebé.
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Tribunal rejeitou versões contraditórias do arguido
Joshua Coates, de 25 anos, negou inicialmente qualquer responsabilidade pelos ferimentos, mas acabou condenado em março deste ano no Tribunal Superior de Dundee. Durante o julgamento, o tribunal considerou que o depoimento do arguido apresentava inconsistências significativas.
De acordo com o processo, Coates chegou mesmo a apresentar uma nova versão dos acontecimentos durante a elaboração do relatório social, sugerindo que outra pessoa teria causado os ferimentos. No entanto, o advogado de defesa confirmou posteriormente que o arguido assumiu a responsabilidade pelas agressões.
O tribunal teve ainda em consideração que Coates sofre de défice de atenção e hiperatividade (ADHD) e problemas de controlo da raiva. Existia igualmente um entendimento prévio de que o homem não deveria ficar sozinho com a criança.
Ainda assim, Lord Young sublinhou que o facto de o arguido ter ficado sozinho com a bebé “não constitui qualquer desculpa” para os atos cometidos.
Polícia destaca gravidade do caso
O detetive Jamie Thomson, da Police Scotland, afirmou que a pena aplicada reflete “a gravidade da violência infligida a uma criança completamente indefesa”.
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Segundo o investigador, os ferimentos sofridos pela bebé alteraram drasticamente a sua vida e poderiam facilmente ter tido consequências fatais.

