Um homem de 57 anos foi condenado a 16 anos de prisão por ter deixado a companheira paralisada na sequência de uma agressão violenta, ocorrida depois de a vítima lhe comunicar que pretendia terminar a relação.

Lancashire Police revelou que Robert Easom manteve ao longo de vários anos uma “campanha implacável de comportamento coercivo e controlador” contra a ex-companheira, Trudi Burgess, marcada por agressões físicas e abuso verbal.
PUBLICIDADE
Has your vehicle been impounded for no insurance? Get impounded car insurance fast.
O arguido foi considerado culpado de ofensas à integridade física com intenção de causar danos graves, após julgamento no Preston Crown Court. Já tinha anteriormente admitido a prática de comportamento coercivo e controlador entre 2017 e 2025, bem como duas acusações de ofensas à integridade física.
Campanha de abuso e agressões ao longo de vários anos
De acordo com a investigação policial, Easom sujeitou a vítima a um padrão contínuo de violência, alternando episódios de agressão verbal e física com demonstrações posteriores de arrependimento e afeto.
Num incidente ocorrido em 2019, o arguido terá arrastado a companheira pelas escadas acima, puxando-a pela cabeça e embatendo-a em cada degrau. Em 2021, colocou um lençol sobre a cabeça da vítima e estrangulou-a, deixando-a em pânico e a temer pela própria vida. No dia seguinte, alegou que estava apenas a “dar-lhe uma lição”, segundo as autoridades.
Trudi Burgess documentou os abusos nas notas do telemóvel, registos que vieram a reforçar o processo judicial.

Agressão final provocou lesão medular irreversível
A 17 de fevereiro de 2025, depois de a vítima ter informado o companheiro de que iria pôr termo à relação, Easom desencadeou uma agressão descrita como “brutal”, que resultou na secção da medula espinal da mulher, deixando-a paralisada e dependente de cuidados especializados permanentes.
Na leitura da sentença, o juiz afirmou que nenhuma pena poderia equivaler ao dano causado, sublinhando, contudo, a necessidade de aplicar uma sanção justa e legal. O tribunal considerou não estarem reunidos os requisitos para prisão perpétua, mas determinou uma pena de duração alargada para proteção da sociedade.
PUBLICIDADE
Looking for car insurance in the UK? Compare car insurance with I Compare 4U.
Além dos 16 anos de prisão, o condenado ficará sujeito a um período adicional de quatro anos sob licença supervisionada após a libertação.
Vítima promete reconstruir a vida e alertar para sinais de abuso
Numa declaração lida pelo irmão à saída do tribunal, a vítima afirmou que a sentença reflete a gravidade dos factos e o impacto duradouro da violência sofrida.
Apesar das lesões irreversíveis e dos desafios diários na reconstrução da sua vida, garantiu que não permitirá que o crime defina o seu futuro. Manifestou ainda a intenção de sensibilizar a sociedade para os sinais de comportamentos coercivos, controladores e abusivos, defendendo que este tipo de violência deve ser encarado com a máxima seriedade.

