A escalada do conflito envolvendo o Irão está a provocar forte preocupação nos mercados energéticos internacionais, com avisos de possíveis consequências graves para o abastecimento mundial de petróleo.

O alerta foi feito por Amin Nasser, diretor-executivo da Saudi Aramco, que classificou a atual situação como a maior crise enfrentada pela indústria petrolífera da região em décadas.
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Segundo o responsável, a interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz poderá ter “consequências catastróficas” para o mercado global de petróleo, caso o conflito se prolongue.
Estreito de Ormuz torna-se ponto crítico para o transporte de petróleo
A tensão aumentou após o Irão intensificar ataques contra infraestruturas energéticas e rotas marítimas na região do Golfo. As ações militares estão a afetar diretamente o tráfego no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de energia.
Cerca de um quinto de todo o petróleo mundial passa por esta passagem estratégica que liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico.
Segundo relatos recentes, embarcações comerciais e petroleiros têm sido alvo de ataques, incluindo um navio que se incendiou ao largo de Omã, obrigando a tripulação a abandonar a embarcação. Outro incidente envolvendo um navio porta-contentores foi registado perto de Ras al-Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos.
As autoridades locais indicaram que os sistemas de defesa aérea continuam ativos para intercetar ataques provenientes do Irão.
Ataques atingem infraestruturas energéticas no Golfo
Os ataques iranianos também terão atingido refinarias e instalações de armazenamento de petróleo em países vizinhos do Golfo.
De acordo com informações divulgadas pelos Emirados Árabes Unidos, os bombardeamentos já provocaram seis mortos e mais de uma centena de feridos no país.
A estratégia de Teerão, segundo analistas, passa por pressionar economicamente os seus adversários ao atingir o setor energético global.
Além da Arábia Saudita, outros produtores da região alertam para o impacto das hostilidades. O ministro da Energia do Qatar, Saad al-Kaabi, afirmou que os ataques a instalações de gás natural liquefeito poderão demorar semanas ou meses a ser totalmente ultrapassados.
Preços do petróleo podem disparar nos mercados internacionais
A instabilidade na região já começa a refletir-se nos mercados financeiros e energéticos globais.
O banco de investimento Goldman Sachs prevê que o preço do petróleo possa atingir até 150 dólares por barril caso as interrupções no Estreito de Ormuz persistam durante as próximas semanas.
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Embora países como o Reino Unido obtenham petróleo e gás de várias regiões do mundo, a redução do fluxo através desta rota estratégica pode aumentar a procura por fontes alternativas, pressionando os preços da energia.
Especialistas alertam que o impacto poderá ser semelhante ao observado após a Invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, quando os preços globais da energia dispararam.
Com a escalada das tensões e a crescente hesitação de armadores em utilizar a rota marítima, analistas consideram que o Estreito de Ormuz permanece no centro de uma crise com potencial para afetar profundamente a economia mundial.

