Funcionários ao serviço de Andrew Mountbatten-Windsor foram informados de que podem recusar trabalhar ou prestar qualquer tipo de serviço ao antigo príncipe, caso se sintam desconfortáveis com a situação. A decisão surge na sequência da sua recente mudança de residência e do contínuo impacto das acusações associadas ao seu nome.

Mudança para Sandringham gera tensão entre funcionários
Andrew Mountbatten-Windsor deixou oficialmente o Royal Lodge, em Windsor, no início da semana, após mais de duas décadas a residir na propriedade. A saída acontece na sequência da sua queda em desgraça pública, motivada pela relação com o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
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O antigo duque de Iorque encontra-se agora instalado provisoriamente na casa Wood Farm, em Sandringham, enquanto decorrem obras na propriedade Marsh Farm, onde deverá fixar residência a partir de Abril. No entanto, a sua chegada tem sido marcada por resistência interna, com vários funcionários a recusarem trabalhar para ele, segundo fontes próximas.
De acordo com declarações atribuídas a um informador, os trabalhadores foram claramente informados de que não são obrigados a servir Andrew Mountbatten-Windsor caso se sintam desconfortáveis. A mesma fonte refere que já existe um número significativo de recusas, num contexto de forte desconforto e rejeição, uma vez que o antigo príncipe é visto por muitos como uma figura isolada socialmente.
Novo escrutínio mediático e investigações em curso
A mudança para Sandringham coincidiu com um aumento significativo da atenção mediática. A aldeia de Wolferton, localizada a menos de dois quilómetros da Wood Farm, foi invadida por jornalistas, equipas de televisão e até um helicóptero, gerando descontentamento entre os residentes locais. Alguns habitantes consideram que Andrew deveria ter escolhido uma localização mais discreta para evitar perturbações na comunidade.

Entretanto, Andrew Mountbatten-Windsor voltou a ser associado a uma nova investigação policial relacionada com alegações de um encontro sexual ocorrido em 2010, no Royal Lodge. Segundo relatos, Jeffrey Epstein terá enviado uma mulher, então na casa dos 20 anos e de nacionalidade não britânica, para se encontrar com o antigo príncipe. O caso está a ser avaliado pela Thames Valley Police, que confirmou estar a analisar a informação de acordo com os procedimentos habituais, sublinhando a gravidade de quaisquer alegações de crimes sexuais.
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O advogado Brad Edwards, que também representou Virginia Giuffre — uma das vítimas mais conhecidas de Epstein — afirmou à BBC News que a mulher em causa terá sido posteriormente levada numa visita ao Palácio de Buckingham. As autoridades policiais esclarecem, contudo, que até ao momento não foi apresentada qualquer queixa formal relacionada com este episódio.
Andrew Mountbatten-Windsor sempre negou todas as acusações de comportamento ilícito. Em 2021, chegou a um acordo extrajudicial com Virginia Giuffre, que o acusava de agressões sexuais quando era menor, sem admitir culpa. Giuffre foi encontrada morta na sua residência na Austrália, em Abril de 2025.
Contactado para comentar os desenvolvimentos mais recentes, Andrew Mountbatten-Windsor não prestou declarações.

