Uma criança de quatro anos perdeu a vida depois de o carro da sua família ter sido abalroado numa perseguição em alta velocidade em Kent, Reino Unido. O incidente envolveu Hayley Maughan, mãe da vítima, o pai Lovell Mahon, a filha bebé Annarica e os primos de Hayley, Owen e Patrick Maughan, que perseguiram a família enquanto se encontravam sob efeito de álcool.

Peter Maughan, apelidado carinhosamente de “Peter Rabbit”, foi lançado do Ford Ranger durante o choque, sofrendo ferimentos graves na cabeça, peito e abdómen. Apesar dos esforços de Hayley e de um condutor de Tesla que parou para prestar assistência, a criança foi declarada morta pouco depois de chegar ao Darent Valley Hospital.
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Hayley e a filha bebé sofreram apenas ferimentos ligeiros, enquanto Lovell Mahon sofreu múltiplas fracturas e trauma cerebral grave, sendo improvável que venha a recuperar totalmente a capacidade de andar.
A mãe da vítima descreveu o momento do ataque como um “episódio de pânico total”, lembrando que a família estava inicialmente feliz e descontraída ao conduzir pela estrada. Ela relatou que, assim que os Maughan surgiram ao lado do seu veículo, o carro dos primos começou a mover-se de forma errática, acelerando, recuando e pressionando a família até ao choque fatal.
Perseguição deliberada e acusações em tribunal
Owen Maughan, de 27 anos, conduzia em estado de fúria, tendo consumido 12 garrafas de cerveja, enquanto o pai, Patrick Maughan, de 54 anos, ingerira 13 pints de álcool. Segundo a acusação, Owen terá deliberadamente abalroado o veículo da família, com Patrick a encorajar a conduta. Owen admitiu homicídio por negligência relativamente a Peter, mas nega assassinato, enquanto o pai nega ambas as acusações.

Testemunhos no tribunal descrevem que Patrick estava “com a cara vermelha de raiva, a cuspir e a espumar” segundos antes do acidente. Hayley afirmou que não compreende qualquer motivo para a perseguição, não existindo rixa anterior entre as famílias. Durante a perseguição, a mãe filmou alguns momentos através do WhatsApp, incluindo o embate final a cerca de um quilómetro da residência da família, no bairro de Southfleet.
A investigação policial indicou que a perseguição teve início de forma fortuita e envolveu manobras perigosas ao longo de uma autoestrada de quatro faixas, culminando num acidente que provocou a morte de Peter e ferimentos graves no pai. A mãe explicou ainda que a criança tinha o hábito de desabotoar o cinto de segurança, algo que poderá ter contribuído para a sua expulsão do veículo no momento do impacto.
Impacto familiar e consequências legais
O caso está a ser julgado no Maidstone Crown Court, com grande atenção mediática devido à gravidade do incidente e à idade da vítima. A acusação argumenta que Owen e Patrick terão atuado de forma deliberada e com intenção de causar danos graves, enquanto a defesa alega que o acidente não foi premeditado.
Especialistas em segurança rodoviária sublinham que incidentes desta natureza demonstram os riscos do consumo excessivo de álcool associado à condução e a gravidade das perseguições de alta velocidade. O caso tem também gerado reflexões sobre a importância de medidas de segurança infantil, como a correta fixação dos cintos de segurança, e sobre os efeitos traumáticos de tais eventos nas famílias envolvidas.
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O tribunal continuará a ouvir testemunhos e a avaliar provas, incluindo mensagens de vídeo e áudio, com potencial para determinar penas severas caso Owen e Patrick sejam considerados culpados por homicídio involuntário ou outros crimes relacionados com a condução perigosa.


Muito triste isso que aconteceu, lamento a familia.