EUA apreendem petroleiro ligado à Venezuela

As forças armadas dos Estados Unidos realizaram mais uma operação no Mar do Caribe para apreender um petroleiro associado às exportações de petróleo da Venezuela, reforçando a estratégia de Washington para controlar o fluxo de crude venezuelano na região. Esta é já a quinta embarcação tomada pelas autoridades norte-americanas no âmbito desta ofensiva.

As forças armadas dos Estados Unidos
EUA apreendem petroleiro ligado à Venezuela © Southcom

Operação militar decorreu perto de Trinidad

Segundo um responsável norte-americano, o mais recente petroleiro foi interceptado nas proximidades de Trinidad e Tobago, numa operação conduzida por forças conjuntas dos EUA. A acção teve lugar durante a madrugada e envolveu Marines e marinheiros da Joint Task Force Southern Spear, que actuaram em apoio ao Departamento de Segurança Interna.

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O navio apreendido, identificado como Motor/Tanker Olina, encontrava-se alegadamente a operar com informações falsas, incluindo o uso indevido da bandeira de Timor-Leste, e tinha partido anteriormente da Venezuela. As autoridades norte-americanas indicaram que a abordagem ocorreu sem incidentes e que a tripulação foi controlada de forma pacífica.

De acordo com dados de empresas de gestão de risco marítimo, o sistema de localização da embarcação estava desligado há mais de 50 dias, tendo sido detectado pela última vez na zona económica exclusiva venezuelana, a nordeste de Curaçao.

Estratégia dos EUA para travar exportações e actividades ilícitas

A apreensão surge na sequência de declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou recentemente que Washington irá intensificar as operações não só no mar, mas também em terra, após várias acções militares contra embarcações venezuelanas suspeitas de transportar droga para os EUA através do Caribe.

Numa mensagem divulgada nas redes sociais, o Comando Sul dos Estados Unidos sublinhou que a operação envia “uma mensagem clara de que não existe refúgio seguro para criminosos”, acrescentando que a missão visa combater actividades ilícitas e restaurar a segurança no hemisfério ocidental.

As autoridades norte-americanas referem que estas operações fazem parte da Operation Southern Spear, cujo objectivo declarado é interromper redes de tráfico e impor sanções relacionadas com o petróleo venezuelano, considerado uma das principais fontes de financiamento do regime de Caracas.

Pressão política sobre a Venezuela e declarações de Trump

A intensificação das operações ocorre poucos dias depois de Donald Trump ter ordenado uma acção para capturar o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a sua esposa, Cilia Flores, que enfrentam acusações de narcotráfico nos Estados Unidos. Imagens divulgadas pela Metro mostram momentos relacionados com a operação, após a qual ambos foram levados para Nova Iorque, onde aguardam julgamento. Na sua primeira audiência em tribunal, Maduro declarou-se inocente.

Em declarações públicas, Trump classificou a captura do líder venezuelano como “extremamente bem-sucedida”, descrevendo-a como a maior operação militar desde a Segunda Guerra Mundial. O Presidente norte-americano afirmou ainda que pretende assumir o controlo da Venezuela e explorar as vastas reservas de petróleo do país, com o objectivo de as vender a outras nações.

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Estas declarações e operações militares têm gerado forte impacto internacional, levantando questões sobre soberania, legalidade das apreensões em águas internacionais e as consequências geopolíticas da crescente intervenção dos Estados Unidos na região.

A apreensão do petroleiro Olina reforça, assim, a mensagem de Washington de que continuará a agir de forma assertiva contra qualquer navio associado às exportações de petróleo venezuelano sob sanções, mantendo elevada a tensão política e militar no Caribe.

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