O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra quatro adultos investigados pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, Rio de Janeiro. Dois dos suspeitos já se encontram detidos, enquanto as autoridades continuam a procurar um dos envolvidos que permanece foragido.

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Réus e prisão preventiva decretada
Com a decisão judicial, Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18), Vitor Hugo Oliveira Simonin (18), Mattheus Veríssimo Zoel Martins (19) e João Gabriel Xavier Bertho (19) passam à condição de réus no processo criminal. A 1.ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes expediu mandados de prisão preventiva contra o grupo.
Segundo o inquérito da 12.ª DP (Copacabana), o crime, ocorrido na noite de 31 de janeiro, foi planeado como uma “emboscada”. A vítima foi atraída para um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro pelo ex-namorado, um adolescente de 17 anos. Mensagens trocadas entre os suspeitos e o menor indicam que a ida da jovem ao local foi cuidadosamente combinada. No apartamento, a vítima foi trancada num quarto e submetida a violência sexual e agressões físicas pelos quatro adultos.
Câmeras de segurança registaram a movimentação dos suspeitos no edifício e gestos de comemoração feitos pelo menor depois da saída da vítima, reforçando a acusação de premeditação.
Novos casos de abuso envolvendo os réus
A investigação revelou ainda que os réus podem estar ligados a outros episódios de violência sexual. Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, entregaram-se à polícia após a prisão decretada. Uma mãe denunciou que a filha, então com 14 anos, foi abusada em 2023 por três homens, dois deles atualmente réus no caso de Copacabana.

Além disso, outra adolescente de 17 anos procurou a delegacia para relatar que foi violentada por Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, durante uma festa de colégio na Zona Sul do Rio, em outubro do ano passado. Vitor Hugo permanece foragido.
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O delegado Angelo Lages, titular da 12.ª DP, destacou que as investigações dos novos casos ainda estão em fase inicial e que é necessário reunir provas de forma técnica e criteriosa para determinar a conduta de cada suspeito.
“É fundamental garantir que todas as etapas do processo sejam cumpridas para assegurar justiça à vítima e responsabilização dos envolvidos”, afirmou.
A repercussão do caso gerou indignação em diferentes setores da sociedade e reforçou a necessidade de políticas de prevenção à violência sexual contra adolescentes, bem como a importância de denunciar e investigar situações de risco.

