Estudante de 16 anos detido por suspeita de violar duas colegas em viagem de estudo

Um jovem de 16 anos foi detido por suspeita de crimes sexuais contra duas colegas de turma, de 17 e 18 anos, durante uma viagem de estudo à Lourinhã. O caso inclui ainda suspeitas de ameaça, coação sexual, sequestro e ameaça simples, segundo informações avançadas pelas autoridades.

Um jovem de 16 anos foi detido
Estudante de 16 anos detido por suspeita de violar duas colegas em viagem de estudo © Arquivo

Os três estudantes frequentam a mesma turma do 10.º ano numa escola secundária do distrito de Aveiro. Os factos terão ocorrido na madrugada de 20 de março, na Pousada da Juventude da Lourinhã, onde o grupo escolar se encontrava alojado no âmbito de uma visita de estudo organizada pelo estabelecimento de ensino.

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De acordo com os elementos recolhidos na investigação, os alegados crimes terão ocorrido no quarto onde se encontravam as vítimas e também na casa de banho comum do alojamento. As autoridades indicam ainda que, num dos episódios, o arguido se terá trancado com uma das jovens naquele espaço.

Investigação arrancou após denúncia apresentada à GNR

A investigação teve início depois de uma das vítimas apresentar queixa junto da Guarda Nacional Republicana. Após a denúncia, os factos foram comunicados à Polícia Judiciária de Aveiro, que assumiu o caso.

Mais tarde, o inquérito foi remetido para a secção especializada na investigação de crimes sexuais, responsável por aprofundar as diligências e proceder à recolha de prova.

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No decorrer do processo, foram ouvidas as duas jovens alegadamente vítimas, bem como testemunhas consideradas relevantes para o esclarecimento dos factos. As autoridades referem ainda que foram aplicadas medidas cautelares adequadas no âmbito da investigação.

Polícia Judiciária fala em fortes indícios

Segundo comunicado da Polícia Judiciária, existiam fortes indícios da prática dos crimes imputados ao arguido, razão pela qual foi determinada a sua detenção fora de flagrante delito.

A PJ destacou igualmente que o facto de suspeito e vítimas serem colegas de escola e de turma, bem como o impacto causado junto das famílias e da comunidade escolar, contribuiu para a necessidade de intervenção rápida.

O caso terá gerado preocupação entre encarregados de educação e restantes membros da comunidade educativa, dada a gravidade das suspeitas em causa.

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Jovem será ouvido em tribunal

O estudante detido será agora presente a primeiro interrogatório judicial, no qual serão avaliados os indícios existentes e determinadas as medidas de coação a aplicar.

Entre essas medidas poderão estar apresentações periódicas às autoridades, proibição de contactos ou outras restrições definidas pelo tribunal, consoante a avaliação judicial.

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