A cidade de Forres, no norte da Escócia, tornou-se um caso invulgar no Reino Unido ao pedir mais fiscais de estacionamento para combater o aumento do estacionamento ilegal nas ruas.

O apelo surge depois de um pedido de acesso à informação revelar que apenas duas multas de estacionamento foram aplicadas nos últimos três anos, entre janeiro de 2023 e 2025.
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Desde 2013, a localidade deixou de contar com fiscais municipais de trânsito, após a autarquia de Moray eliminar os cargos como medida de contenção de custos. Desde então, a responsabilidade pela fiscalização passou para a Police Scotland.
Apenas duas multas aplicadas desde 2023
Segundo os dados divulgados, as duas únicas coimas registadas no período analisado foram emitidas em 2025, ambas na High Street de Forres. Em 2023 e 2024 não foi aplicada qualquer multa por estacionamento irregular.
Na Escócia, a polícia pode multar condutores em 100 libras por estacionamento em passeios, bloqueio de acessos rebaixados ou estacionamento em dupla fila. O valor pode ser reduzido para 50 libras se for pago no prazo de 14 dias.
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Apesar disso, moradores e comerciantes afirmam que o estacionamento ilegal no centro da cidade se tornou frequente e está a prejudicar a circulação.
Residentes alertam para riscos de segurança
A líder do Conselho de Moray, Kathleen Robertson, reconheceu a frustração sentida pela população local e destacou os impactos negativos da falta de fiscalização.
Segundo a responsável, o estacionamento ilegal cria problemas de segurança e dificulta o fluxo normal no centro urbano.
Robertson lembrou ainda que existem parques gratuitos a curta distância da principal zona comercial, defendendo que os condutores devem utilizar essas alternativas para manter a cidade acessível e segura.
Polícia admite falta de recursos
O inspetor Neil Morrison, da Police Scotland, atribuiu os baixos números de multas à escassez de efetivos e à necessidade de priorizar crimes mais graves.
De acordo com o responsável, a segurança da população em toda a região de Moray continua a ser a principal prioridade das autoridades.
Morrison afirmou que a polícia continuará a intervir em zonas problemáticas e a responder a ocorrências, embora admita não existir capacidade para patrulhas diárias dedicadas exclusivamente ao estacionamento irregular.
Políticos locais exigem novas soluções
A explicação da polícia não convenceu todos os representantes locais. O conselheiro Draeyk van der Horn considerou que apenas duas multas em vários anos demonstram que o estacionamento ilegal está, na prática, sem fiscalização.
O autarca alertou que este comportamento pode aumentar o risco de acidentes, reduzir a visibilidade nas vias e agravar o congestionamento.
Defendeu ainda uma revisão da sinalização rodoviária e maior envolvimento da autarquia na fiscalização de rotina, como forma de aliviar a pressão sobre a polícia e garantir maior consistência no controlo do trânsito.
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Caso raro no Reino Unido
Num país onde os condutores frequentemente criticam a atuação dos fiscais de estacionamento, o caso de Forres destaca-se pelo cenário inverso: uma comunidade que pede mais fiscalização para restaurar a ordem nas ruas e melhorar a mobilidade no centro da cidade.

