Esfaqueador de menina em Londres internado por tempo indeterminado

Um homem de 33 anos foi condenado a uma ordem de internamento hospitalar por tempo indeterminado após ter esfaqueado repetidamente uma menina de 11 anos na Leicester Square, em Londres. O ataque, descrito em tribunal como “selvagem e brutal”, aconteceu à frente da mãe da criança, quando ambas acabavam de sair da loja Lego, numa das zonas mais movimentadas da capital britânica.

Ioan-Alexandru Pintaru
Esfaqueador de menina em Londres internado por tempo indeterminado © Met Police

Ioan-Alexandru Pintaru, sem morada fixa, atacou de forma aleatória a criança, de nacionalidade australiana, que se encontrava de férias em Londres com a família, no dia 12 de agosto do ano passado. O agressor imobilizou a menina com um golpe de estrangulamento e desferiu várias facadas, provocando ferimentos no olho, pescoço, peito e ombro.

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A vítima foi assistida no local por uma enfermeira que se encontrava de folga e acabou por sobreviver. Posteriormente, foi transportada para o hospital juntamente com a mãe, de 34 anos.

Intervenção de civis evitou consequências fatais

O ataque foi interrompido graças à intervenção de vários transeuntes, entre os quais um segurança identificado apenas como Abdullah, de 30 anos. Após ouvir os gritos da criança, o homem correu para o local, enfrentou o agressor e conseguiu desarmá-lo, afastando a faca com um pontapé. Com a ajuda de outros dois homens, manteve Pintaru imobilizado até à chegada da polícia.

Mais tarde, Abdullah descreveu a sua ação como um gesto instintivo e altruísta, afirmando ter agido por um sentido de responsabilidade perante alguém em perigo. A sua atitude foi elogiada em tribunal e pelas autoridades policiais.

A polícia foi alertada às 11h34 e chegou ao local em apenas quatro minutos, procedendo à detenção imediata do agressor.

Tribunal determina ordem de internamento ao abrigo da Lei de Saúde Mental

Ioan Alexandru Pintaru
Ioan-Alexandru Pintaru © Met Police

Pintaru declarou-se culpado dos crimes de ofensas corporais graves com intenção e posse de arma branca, tendo sido condenado no tribunal de Old Bailey. Na audiência de sentença, foi aplicada uma ordem hospitalar ao abrigo da Secção 37 da Lei de Saúde Mental, acompanhada de uma ordem de restrição prevista na Secção 41, o que permite a sua detenção por tempo indeterminado.

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Durante o julgamento, foi revelado que o arguido foi diagnosticado com esquizofrenia. Pintaru afirmou acreditar que estava a ser perseguido e que a sua vida corria perigo, embora tenha negado a intenção de causar danos.

Num testemunho lido em tribunal, a mãe da vítima descreveu o ataque como incessante e aterrador, afirmando que o agressor parecia descontrolado. As imagens de videovigilância registaram o momento do crime e foram determinantes para a acusação.

A investigadora responsável pelo caso sublinhou que o ataque ocorreu no “coração de Londres”, numa zona frequentada por turistas, destacando, no entanto, a coragem dos civis que intervieram e ajudaram a salvar a vida da criança.

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