O Ministério da Agricultura e Florestas anunciou que vai realizar, nos próximos dias, um diagnóstico nacional detalhado para avaliar as consequências da escassez de chuvas em Angola. O fenómeno climático preocupa o Governo devido ao seu potencial impacto na colheita da campanha agrícola 2025/2026, essencial para a segurança alimentar e económica do país.

De acordo com informações da Rádio Nacional de Angola, a falta de precipitação não se verifica de forma uniforme em todo o território, mas já foram reportadas dificuldades em diversas regiões, afetando especialmente zonas de produção de culturas de subsistência e de grande escala. Técnicos do Ministério irão recolher dados sobre níveis de humidade do solo, volume de água disponível para irrigação e condições das plantações, para fundamentar políticas de intervenção e apoio.
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Papel do FADA no apoio aos produtores
O Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrícola (FADA) mantém a disponibilização de crédito e financiamento aos agricultores, com o objetivo de assegurar a continuidade da produção agrícola em grande escala e reforçar projetos estratégicos no setor.
O empresário agrícola Waldemar José, ouvido pela Rádio Nacional, reconhece a importância do apoio do FADA, mas alerta para dificuldades na sua aplicação: “O financiamento é crucial, mas há casos de beneficiários que desviam os créditos para outros fins, prejudicando o acesso de produtores com projetos sérios e bem estruturados”, declarou.
A operação de levantamento permitirá ao Governo identificar as áreas mais afetadas pela seca, planeando medidas específicas como distribuição de sementes resistentes, reforço de irrigação e apoio técnico aos agricultores, além de revisão e monitorização do uso dos fundos do FADA.
Impacto econômico e medidas de mitigação
Especialistas em agricultura destacam que a escassez de chuvas prolongada pode reduzir significativamente a produção de alimentos essenciais e comprometer o rendimento dos agricultores, afetando preços de produtos agrícolas e cadeias de abastecimento. Em resposta, o Ministério pretende implementar estratégias de mitigação que contemplem tanto a segurança alimentar imediata quanto a resiliência do setor agrícola a longo prazo.
Entre as medidas previstas estão a promoção de técnicas de agricultura de precisão, irrigação eficiente e capacitação de produtores para lidar com mudanças climáticas, assim como o reforço da cooperação com instituições financeiras, ONGs e parceiros internacionais para ampliar a assistência.
Perspetivas e acompanhamento do Governo
O levantamento nacional, segundo o Ministério, permitirá produzir relatórios detalhados sobre a situação agrícola, identificando os municípios mais vulneráveis e definindo prioridades para intervenção governamental e políticas públicas.
Além disso, este diagnóstico será fundamental para articular ações de apoio técnico e financeiro de forma coordenada, assegurando que os agricultores consigam manter a produção, reduzir perdas e contribuir para a estabilidade do setor agrícola e da economia nacional.
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O Governo reafirma o compromisso de acompanhamento contínuo das campanhas agrícolas, com especial atenção às regiões afetadas, e reforça que a colaboração entre produtores, instituições financeiras e entidades públicas será determinante para enfrentar os desafios impostos pela seca.

