O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou esta segunda-feira o adiamento de qualquer ataque militar a infraestruturas energéticas do Irão por um período de cinco dias, após “conversas boas e produtivas” com o regime de Teerão.

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A decisão surge num momento de tensão elevada no Médio Oriente, com ameaças de retaliação e impacto significativo nos mercados energéticos globais.
Tensões aumentam após ameaças de Teerão
Nos últimos dias, o Irão ameaçou atacar centrais elétricas estratégicas na região caso os Estados Unidos bombardeassem infraestruturas iranianas. A situação torna-se ainda mais delicada devido à interdependência das redes de energia e abastecimento de água em estados árabes do Golfo, onde a eletricidade é essencial para a dessalinização da água potável.
Durante o fim de semana, o Irão lançou mísseis em direção a Dimona, em Israel, perto de um complexo associado ao alegado programa nuclear do país. Apesar do ataque, não foram registados danos no local. Em resposta, Israel lançou ataques sobre infraestruturas em Teerão, aumentando a instabilidade regional.
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Impacto energético e riscos de escalada militar
Fatih Birol, diretor da Agência Internacional de Energia (IEA), sediada em Paris, alertou que a crise no Médio Oriente está a provocar efeitos nos mercados energéticos superiores aos choques petrolíferos da década de 1970 e ao conflito Rússia-Ucrânia combinados.
Trump afirmou que os Estados Unidos atacarão as centrais iranianas caso o Irão não liberte o estreito de Ormuz, um ponto estratégico para o transporte marítimo internacional. O prazo autoimposto de 48 horas expira pouco antes da meia-noite de terça-feira (GMT), aumentando a pressão sobre o conflito.
O Corpo da Guarda Revolucionária do Irão respondeu ameaçando atingir centrais elétricas e infraestruturas energéticas, industriais e económicas que envolvam interesses norte-americanos, incluindo plantas de dessalinização e a central nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos.
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O conflito já causou milhares de vítimas: o Irão regista mais de 1.500 mortes, Israel perdeu 15 pessoas em ataques iranianos, enquanto na Faixa de Gaza, Líbano e estados árabes do Golfo contabilizam-se mais de mil vítimas e mais de um milhão de deslocados.


Com esses problemas todos, não são os ricos os que estão preocupados, sempre perde quem e mais vulnerável, cada dia com menos poder de compra.