A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,2% no trimestre móvel encerrado em novembro de 2025, o que representa a menor taxa desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012. O resultado reflete uma queda significativa em comparação com o mesmo período de 2024 e marca uma tendência positiva no mercado de trabalho brasileiro.

Queda no desemprego e aumento da população ocupada
De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), o número de pessoas desocupadas no Brasil caiu para 5,6 milhões, o que representa uma redução de 14,9% em relação a novembro de 2024. Essa queda corresponde a aproximadamente 988 mil pessoas a menos fora do mercado de trabalho. Além disso, a população ocupada no país alcançou a marca histórica de 103 milhões de trabalhadores, um crescimento de 0,6% em relação ao trimestre anterior.
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A taxa de ocupação, que mede o percentual de pessoas empregadas na população em idade de trabalhar, também alcançou um novo recorde, com 59%, o maior nível já registrado. Em comparação com o mesmo período de 2024, houve um pequeno aumento de 0,2 pontos percentuais.
Carteira assinada e informalidade: novos recordes e desafios
Outro dado positivo foi o crescimento no número de trabalhadores com carteira assinada, que bateu um novo recorde de 39,4 milhões de pessoas. Este aumento de 2,6% em relação ao mesmo trimestre de 2024 reflete uma melhoria na qualidade do emprego no país. No entanto, o número de trabalhadores informais também se manteve elevado, com 38,8 milhões de pessoas, representando 37,7% da população ocupada.
O setor privado foi responsável por um aumento significativo, alcançando 52,7 milhões de empregados, enquanto o setor público também registrou seu maior número histórico, com 13,1 milhões de servidores. A administração pública, saúde e educação foram os setores que mais geraram postos de trabalho, com destaque para a educação no final do ano, devido a renovação de contratos nas redes de ensino público.
Apesar dos avanços, o Brasil ainda enfrenta desafios relacionados à informalidade, que permanece elevada, refletindo um mercado de trabalho com características distintas entre a formalização e a economia informal.
Rendimento e massa de rendimento em alta
Em termos de rendimento, o trabalhador brasileiro também viu uma melhoria, com o rendimento real habitual alcançando R$ 3.574, um aumento de 1,8% em relação ao trimestre anterior e de 4,5% comparado ao mesmo período de 2024. A massa de rendimento real habitual atingiu R$ 363,7 bilhões, um novo recorde, com um crescimento de 5,8% na comparação anual.
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Esse crescimento no rendimento está atrelado à estabilidade econômica observada no país, que, ao contrário do que era previsto, não sofreu picos inflacionários, permitindo uma evolução positiva no mercado de trabalho e nos salários.
Perspectivas para o Mercado de Trabalho Brasileiro: Avanços e Desafios
Os dados do IBGE refletem um cenário otimista para o mercado de trabalho brasileiro, com a taxa de desemprego atingindo níveis historicamente baixos e o número de pessoas ocupadas em alta. No entanto, a informalidade ainda representa um desafio, assim como a necessidade de garantir condições de trabalho mais estáveis e justas para todos os trabalhadores, independentemente do setor ou modalidade de emprego.


Notícias como essa precisam ser diárias, que os políticos trabalhem sempre para melhorar a vida dos cidadãos e trabalhadores.