As cheias que assolam várias regiões de Moçambique desde janeiro já causaram a morte de 23 pessoas e afetaram mais de 723 mil indivíduos, conforme os dados mais recentes do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). A situação continua a agravar-se, com um número crescente de vítimas e danos materiais, especialmente em áreas agrícolas e infraestruturas essenciais.

Impacto Humano e Material das Cheias
De acordo com a informação provisória do INGD, até às 19h de segunda-feira, o número de famílias afetadas pela catástrofe subiu para 170.253, o que equivale a cerca de 723.410 pessoas. Além dos 23 mortos, há registo de 112 feridos e nove desaparecidos. As cheias também causaram danos significativos às infraestruturas do país, com 3.548 casas parcialmente destruídas, 817 totalmente arrasadas e 165.946 inundadas. A situação de emergência é particularmente grave nas províncias do centro e norte do país, onde os danos são mais evidentes.
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O impacto nas infraestruturas essenciais é devastador: 229 unidades sanitárias e 316 escolas foram afetadas, o que compromete ainda mais o acesso à saúde e educação. Além disso, as cheias destruíram cinco pontes e danificaram cerca de 1.992 quilómetros de estradas, dificultando a mobilidade e a distribuição de ajuda.
Destruição Agrícola e Apoio Internacional
As cheias também causaram sérios danos à agricultura, afetando 440.842 hectares de terra, dos quais 275.405 hectares foram perdidos. Este desastre impacta diretamente a atividade de cerca de 314.780 agricultores, que viram suas produções arruinadas. A morte de 408.115 cabeças de gado, incluindo bovinos, caprinos e aves, também representa uma enorme perda para as famílias que dependem da pecuária.
Diante dessa situação dramática, Moçambique recebeu apoio de diversos países e organizações internacionais. A União Europeia, Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Suíça, Noruega e Japão, entre outros, já enviaram ajuda humanitária de emergência para apoiar as vítimas das cheias. Em 16 de janeiro, o Governo moçambicano decretou o alerta vermelho nacional, reforçando as medidas de resposta ao desastre.
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A crise continua a exigir esforços significativos para a mitigação dos danos e a recuperação das áreas afetadas, com as autoridades e organizações internacionais a trabalharem para fornecer assistência à população necessitada.

