A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a solicitar a concessão de prisão domiciliar, alegando piora no seu estado de saúde. No requerimento protocolado nesta quarta-feira (4), os advogados destacam que Bolsonaro apresentou episódios eméticos e crises de soluços acentuadas nos últimos dias, situação que, segundo a defesa, exige atenção imediata das autoridades judiciais.

O pedido anterior, apresentado em 15 de janeiro, motivou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a avaliar a situação, condicionando a decisão à apresentação de um laudo médico elaborado pela junta da Polícia Federal (PF), com prazo máximo de 10 dias para a sua conclusão. A defesa agora cobra agilidade na análise do documento e na tomada de decisão, apontando a gravidade do quadro clínico do ex-presidente.
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Laudo médico da Polícia Federal e cobrança de decisão urgente
Conforme consta no novo requerimento, três médicos da Diretoria Técnico-Científica da Polícia Federal visitaram Bolsonaro no dia 20 de janeiro para realizar a avaliação de saúde. A defesa solicita que o laudo pericial seja formalmente juntado aos autos “com a máxima urgência”, permitindo a elaboração de parecer pelo assistente técnico da defesa e viabilizando a análise da necessidade de concessão da prisão domiciliar humanitária.
No mesmo período, Michelle Bolsonaro reuniu-se com o ministro Gilmar Mendes, do STF, para discutir a possibilidade de transferência do ex-presidente para prisão domiciliar. A reunião ocorreu em meio a um acirramento das solicitações da defesa, que tentam agilizar a tramitação do pedido, já que, nos bastidores, aliados reconhecem a dificuldade de obter uma decisão favorável dada a postura anterior de Moraes.
Histórico e contexto da prisão de Bolsonaro
Em 15 de janeiro, Moraes autorizou a transferência de Bolsonaro para o batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal conhecido como “Papudinha”, local que atualmente recebe o ex-mandatário. A possibilidade de prisão domiciliar, antes considerada praticamente descartada, voltou a ser debatida recentemente, reacendendo a atenção sobre o tratamento judicial a figuras públicas e a interpretação do STF quanto a medidas humanitárias em casos de saúde.
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Aliados do ex-presidente afirmam que, apesar das dificuldades, o pedido de prisão domiciliar é visto como uma alternativa necessária diante do agravamento de seu estado clínico, mantendo o assunto em evidência no cenário político e jurídico nacional.

