As famílias no Reino Unido vão beneficiar de uma redução nas faturas de energia a partir de 1 de abril de 2026. O teto tarifário definido pela Ofgem desce 7%, passando de 1.758 libras para 1.641 libras anuais para um agregado familiar médio — menos 117 libras por trimestre, o equivalente a cerca de 10 libras por mês.

A medida aplica-se aos consumidores com tarifa variável padrão (standard variable tariff), regime em que se encontra mais de metade das famílias britânicas, sobretudo quem nunca mudou de fornecedor ou cujo contrato fixo terminou sem nova adesão.
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Inicialmente, em novembro, o Governo tinha sinalizado uma descida na ordem das 150 libras, valor que acabou por ser inferior ao agora confirmado.
Quem beneficia e como poupar mais
A redução depende de vários fatores, incluindo dimensão do agregado, localização, tipo de habitação, consumo energético e forma de pagamento. O teto tarifário não se aplica, em regra, a contratos com tarifa fixa ou planos especiais.
O especialista em finanças pessoais Martin Lewis recomenda que os consumidores comparem ofertas no mercado, sublinhando que algumas tarifas fixas atualmente disponíveis podem situar-se até 14% abaixo do teto em vigor. Segundo o analista, a diferença deverá manter-se mesmo após a nova atualização.
O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que a descida representa um alívio para milhões de famílias e integra o esforço governamental para reduzir o custo de vida. Já a chanceler Rachel Reeves anunciou alterações fiscais e políticas que contribuíram para a redução.
Críticas e contexto da redução
Apesar da descida, organizações como a Citizens Advice consideram que os preços continuam elevados para muitos agregados, especialmente famílias com crianças, pessoas com deficiência e inquilinos, que enfrentam dificuldades em aquecer as suas casas.
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A revisão do teto tarifário resulta de mudanças políticas e fiscais, incluindo ajustamentos à obrigação de energias renováveis (Renewables Obligation). O Governo comprometeu-se a suportar 75% desse encargo durante os próximos três anos através de receitas fiscais, evitando que o custo seja totalmente repercutido nos consumidores.
Além disso, foi eliminada a Energy Company Obligation (ECO), programa que anteriormente acrescia encargos às faturas. As autoridades defendem que estas medidas contribuem para aliviar a pressão sobre os orçamentos familiares, embora reconheçam que persistem desafios no setor energético.

