A China manifestou, esta quinta-feira, a intenção de reforçar os investimentos chineses em Angola, com especial incidência nos sectores produtivos, num contexto em que o país africano aposta fortemente na diversificação da economia e na redução da dependência das receitas petrolíferas.

A posição foi expressa pelo embaixador da República Popular da China em Angola, Zhang Bin, que reiterou o interesse do seu país em aprofundar a cooperação económica bilateral, defendendo uma parceria estratégica orientada para o desenvolvimento sustentável, a industrialização e a criação de valor acrescentado em território angolano.
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Investimentos chineses focados na diversificação económica
De acordo com o diplomata, a China pretende continuar a apoiar Angola através de investimentos estruturantes que impulsionem sectores como a indústria transformadora, a agricultura, a energia e as infra-estruturas, considerados fundamentais para o crescimento equilibrado da economia nacional.
Zhang Bin sublinhou que os investimentos chineses em Angola têm vindo a evoluir de forma qualitativa, alinhando-se cada vez mais com as prioridades definidas pelo Executivo angolano, nomeadamente no domínio da diversificação económica, da promoção do emprego e do fortalecimento da capacidade produtiva interna.
O embaixador acrescentou ainda que a cooperação sino-angolana assenta numa relação de benefício mútuo, com impactos positivos tanto para as empresas investidoras como para o desenvolvimento socioeconómico do país.
Nova unidade industrial reforça parque produtivo nacional
As declarações do representante diplomático da China foram proferidas durante a cerimónia de inauguração da primeira fase da fábrica de alumínio electrolítico, construída na Zona Franca da Barra do Dande, na província do Bengo. O projecto resulta de um investimento da empresa chinesa Huatang Angola, enquadrado na estratégia de expansão industrial do país.

A unidade industrial representa um passo significativo para o reforço do parque produtivo nacional, contribuindo para a dinamização da actividade industrial fora da capital e para o aproveitamento das potencialidades das zonas económicas especiais.
Criação de emprego e impacto socioeconómico
A primeira fase da fábrica permitiu a criação de 450 postos de trabalho, maioritariamente destinados a cidadãos angolanos, o que reflecte o impacto directo do investimento estrangeiro na geração de emprego e na capacitação da mão-de-obra local.
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A cerimónia de inauguração foi presidida pelo Presidente da República, João Lourenço, que tem reiterado a importância da atracção de investimento privado, nacional e estrangeiro, como um dos pilares centrais da política económica do Governo.
O Chefe de Estado tem defendido que projectos industriais desta natureza são essenciais para estimular o crescimento económico, aumentar a produção nacional, reduzir as importações e promover um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável em Angola.

