Brasileira desaparecida na Amadora foi assassinada

A Polícia Judiciária (PJ) deteve, na madrugada desta sexta-feira, uma mulher de 43 anos, de nacionalidade brasileira, suspeita de ter assassinado Lucinete Freitas, também cidadã brasileira, que se encontrava desaparecida desde o passado dia 5 de dezembro, na Amadora. Segundo a PJ, o crime terá sido cometido por um “motivo fútil”, embora os contornos exactos do homicídio continuem sob investigação.

Brasileira residente na Amadora estava desaparecida desde dia 5 de dezembro
Brasileira desaparecida na Amadora foi assassinada © Redes sociais

De acordo com as autoridades, o corpo da vítima, de 55 anos, foi encontrado numa zona erma, com densa vegetação, tendo sido abandonado e coberto com diversos objectos com o objectivo de dificultar a sua localização. A Polícia Judiciária iniciou diligências após o desaparecimento ter sido considerado “inesperado” e envolto em circunstâncias suspeitas.

Em comunicado oficial, a PJ explicou que, após um trabalho de investigação “intenso e ininterrupto”, foi possível recolher elementos probatórios consistentes que permitiram localizar o cadáver, identificar a alegada autora do crime e proceder à sua detenção.

Últimos contactos e planos de mudança para Portugal

Lucinete Freitas era natural de Aracoiaba, no estado do Ceará, no Nordeste do Brasil, e vivia sozinha na Amadora, no distrito de Lisboa. O último contacto com o marido, Teodoro Júnior, residente em Fortaleza, ocorreu na noite de 5 de dezembro, poucas horas antes do seu desaparecimento.

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Segundo o marido relatou à imprensa brasileira, Lucinete tinha agendado para o dia 6 de dezembro a visita a um apartamento que a família pretendia arrendar, como parte de um projecto de mudança definitiva para Portugal, prevista para 2026. No entanto, a mulher não compareceu ao encontro nem voltou a estabelecer contacto, o que levou a família a alertar as autoridades.

Antes de desaparecer, a vítima terá enviado uma mensagem a informar que iria deslocar-se ao Algarve na companhia de uma amiga, uma pessoa que a família afirmou não conhecer. Após essa comunicação, Lucinete deixou de responder a mensagens e chamadas telefónicas, apesar de as ter visualizado, aumentando a angústia dos familiares.

Investigação continua e suspeita será ouvida em tribunal

A Polícia Judiciária avançou que a mulher detida será presente a primeiro interrogatório judicial, para aplicação das medidas de coacção consideradas adequadas. Até ao momento, não foram divulgados pormenores adicionais sobre a relação entre a vítima e a suspeita, nem sobre a forma como o homicídio terá sido cometido.

O caso gerou comoção tanto em Portugal como no Brasil, especialmente junto da comunidade brasileira residente na região de Lisboa. As autoridades sublinham que a investigação prossegue, com o objectivo de esclarecer todas as circunstâncias do crime e apurar eventuais responsabilidades adicionais.

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A PJ reforça ainda a importância da colaboração do público em casos de desaparecimento, salientando que a rápida comunicação de comportamentos fora do habitual pode ser determinante para o sucesso das investigações.

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