Unidade em São Paulo será referência em saúde digital, com o uso de inteligência artificial e outras tecnologias para modernizar o atendimento público e servir como modelo para o SUS.

O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (7), a construção do primeiro hospital público inteligente do Brasil, que será erguido na cidade de São Paulo. O projeto, vinculado à Universidade de São Paulo (USP), terá um investimento de R$ 1,7 bilhão, proveniente de um empréstimo do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), banco dos países do BRICS. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da presidenta do NDB, Dilma Rousseff, que destacaram a importância desse investimento para o Sistema Único de Saúde (SUS).
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Hospital Inteligente: Tecnologia a Serviço da Saúde Pública
O novo hospital, que terá a capacidade de atender 200 mil pacientes por ano, será totalmente digital e utilizará tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, para otimizar o atendimento e reduzir o tempo de espera dos pacientes. De acordo com o Ministério da Saúde, a unidade servirá como modelo para outros hospitais públicos do país e também para os países do BRICS, com o objetivo de proporcionar uma medicina de alta precisão.
O hospital contará com 250 leitos de emergência e 350 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), todos interligados com as UTIs inteligentes de outras unidades hospitalares em diversos estados, garantindo uma gestão mais eficiente e integrada. Com a implementação dessas tecnologias, estima-se que o tempo de espera por atendimentos especializados, em casos de urgência e emergência, será reduzido em mais de cinco vezes.
Modernização do SUS: Investimentos em Hospitais de Excelência
Além da construção do hospital inteligente, o governo federal também anunciou a modernização de hospitais de excelência do SUS, com foco em unidades no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Entre as instituições que serão reestruturadas, destacam-se o Hospital Oncológico da Baixada Fluminense, o Hospital do Grupo Hospital Conceição no Rio Grande do Sul e o Instituto do Cérebro no Rio de Janeiro. Para esses investimentos, o valor total é de R$ 1,2 bilhão.

O presidente Lula ressaltou que o avanço tecnológico no SUS não só melhora a qualidade do atendimento, mas também contribui para resgatar a imagem positiva do sistema público de saúde, que foi fundamental durante a crise sanitária da covid-19.
“O SUS foi tratado de forma pejorativa, mas agora estamos mostrando a sua força e capacidade”, afirmou o presidente, destacando que as inovações tecnológicas devem beneficiar principalmente as populações mais vulneráveis.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que a modernização do SUS visa garantir que a população brasileira tenha acesso, gratuitamente, a serviços de saúde de qualidade comparáveis aos oferecidos pelos principais hospitais privados do país.
“Estamos dando um salto além, trazendo para o Brasil aquilo que nem os maiores hospitais privados ainda oferecem”, afirmou Padilha.
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A presidenta do NDB, Dilma Rousseff, destacou o compromisso do banco com o desenvolvimento, enfatizando que o empréstimo de longo prazo, com prazo de pagamento de 30 anos, não se limita à construção da infraestrutura hospitalar, mas também ao acesso à tecnologia que pode transformar o sistema de saúde.
O projeto do hospital inteligente representa um marco na utilização de novas tecnologias para a melhoria do atendimento público no Brasil, consolidando a intenção do governo de avançar no acesso à saúde de qualidade para todos os cidadãos.

