Uma manifestação contra o PL da Dosimetria reuniu cerca de 13,7 mil participantes este domingo, 14, na Avenida Paulista, em São Paulo. A estimativa aponta para um público que, no momento de maior concentração, terá oscilado entre 12,1 mil e 15,4 mil pessoas, considerando a margem de erro do estudo.

Estimativa do público recorreu a imagens aéreas e inteligência artificial
A contagem foi realizada pelo Monitor do Debate Político, iniciativa desenvolvida com o apoio de investigadores da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a ONG More in Common. O método baseou-se na análise de imagens aéreas através de software de inteligência artificial, técnica já utilizada em avaliações anteriores de grandes actos públicos no Brasil.
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No total, foram examinadas 42 imagens, captadas em sete momentos distintos ao longo da manifestação. Para o cálculo final, os investigadores seleccionaram seis fotografias registadas às 16h13, horário identificado como o de maior concentração de pessoas. As imagens abrangeram toda a área ocupada pelo protesto, sem sobreposição entre enquadramentos.
Protestos estenderam-se a várias capitais brasileiras
Além de São Paulo, os actos contra o projeto de lei da Dosimetria ocorreram noutras cidades do país. No Rio de Janeiro, a concentração teve lugar no Posto 5 de Copacabana, após uma convocatória que contou com o apoio do cantor Caetano Veloso.
Em Belo Horizonte, os manifestantes reuniram-se na Praça Raul Soares, seguindo depois em marcha até à Praça da Estação. Já em Belém, o protesto iniciou-se na Avenida Presidente Vargas, com destino à Praça da República. Em Brasília, os participantes concentraram-se no Museu da República e avançaram em direcção ao Congresso Nacional. Relatos nas redes sociais indicam ainda mobilizações em capitais como Campo Grande, João Pessoa e Natal.
O que prevê o PL da Dosimetria em debate no Congresso
O PL da Dosimetria, aprovado pela Câmara dos Deputados na madrugada de quarta-feira, 10, segue agora para apreciação no Senado. A proposta altera os critérios de cálculo das penas, estabelecendo percentagens mínimas para o cumprimento da pena e para a progressão de regime.

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O texto tem sido alvo de críticas por prever a redução das penas aplicáveis aos envolvidos na tentativa de golpe e nos actos antidemocráticos de 8 de Janeiro, incluindo figuras de destaque do cenário político nacional.
Para evitar o que classificou como “insegurança jurídica”, o relator do PL da Dosimetria, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), incluiu a possibilidade de remição da pena compatível com prisão domiciliária, ponto que também tem motivado contestação por parte dos manifestantes.

