O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a doação de mais de 20 mil toneladas de alimentos a Cuba, em meio a uma crise económica e social agravada pelo bloqueio norte-americano ao país. A informação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro na quinta-feira, 19.

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Segundo o Itamaraty, a ajuda inclui 20 mil toneladas de arroz com casca, 150 toneladas de feijão preto, 150 toneladas de arroz polido e 500 toneladas de leite em pó, totalizando 20,8 mil toneladas. Os alimentos serão enviados através do programa de alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU), aguardando apenas a chegada de um navio cubano para o transporte.
Além desta remessa, há quinze dias, o Brasil enviou duas toneladas e meia de medicamentos por via aérea para Havana, facilitando a logística devido ao menor volume. Paralelamente, um comboio humanitário internacional denominado “Comboio Nuestra América” chegou a Cuba com cinco toneladas de medicamentos, com participação de parlamentares, sindicalistas e líderes estudantis brasileiros.
Crise económica e energética intensifica necessidade de apoio internacional
Cuba enfrenta um severo impacto económico desde o bloqueio norte-americano à importação de petróleo, iniciado no início do ano, que afetou gravemente a rede eléctrica do país. Recentemente, o país viveu um colapso total da rede, deixando grande parte da população sem energia e obrigando os cidadãos a recorrerem a gás, tochas e velas para as suas actividades diárias.
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A situação agravou-se ainda mais após a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, principal fornecedor de combustível da ilha nos últimos 25 anos, interrompendo os envios de petróleo de Caracas.
Em consequência, o governo cubano teve de reduzir horários escolares, adiar eventos desportivos e enfrentar problemas no recolhimento de resíduos devido à falta de combustível. As Nações Unidas têm mediado negociações com os Estados Unidos para permitir a entrada de combustível em Cuba com fins humanitários.
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O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reafirmou a determinação do país em resistir a qualquer tentativa de intervenção externa, mantendo um diálogo limitado com representantes norte-americanos para abordar divergências bilaterais. Entretanto, o ex-presidente Donald Trump expressou abertamente a intenção de alterar o regime em Cuba, chegando a mencionar a possibilidade de uma ‘tomada amistosa’ da ilha.


As ajudas são boas ações humanitárias, porem Cuba não precisa mais ajudas para estender seu sofrimento, precisa duma mudança de governo.