Um bebé de dois meses, chamado Juan Nicolás, foi deportado para o México juntamente com a mãe, o pai e uma irmã de 16 meses, depois de permanecerem várias semanas no centro de detenção de migrantes de Dilley, no Texas, Estados Unidos. O recém-nascido tinha sido diagnosticado com bronquite e esteve hospitalizado devido à gravidade do seu estado de saúde, conforme denunciou o congressista democrata Joaquín Castro.

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Segundo o congressista, a família esteve detida durante três semanas no centro de Dilley, que acolhe cerca de 1.400 pessoas, das quais 400 são menores. Durante esse período, Juan Nicolás permaneceu doente e inconsciente, situação que Castro descreveu como resultado da “monstruosa crueldade do ICE” (Serviço de Imigração e Alfândega).
Denúncia de maus-tratos e condições no centro de detenção
Joaquín Castro utilizou a rede social X para denunciar o caso, classificando a deportação de um bebé doente e da sua família como um ato “hediondo”. A família terá sido deixada do lado mexicano da fronteira com apenas 190 dólares, quantia que possuíam no refeitório do centro de detenção.
O congressista afirmou que a sua equipa está a tentar localizar a família, responsabilizar o ICE e garantir a segurança e o bem-estar das crianças.
“Estamos totalmente focados em localizá-los, exigir detalhes sobre o seu paradeiro e bem-estar e garantir a sua segurança”, escreveu Castro.
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O centro de Dilley, situado próximo de San Antonio, esteve encerrado durante vários anos, inclusive durante o mandato do ex-presidente Joe Biden (2021-2025). Foi reaberto pelo seu sucessor, Donald Trump, como parte de uma política agressiva de detenção e deportação de migrantes.

