O início das férias de Natal de dezenas de passageiros foi abruptamente interrompido na manhã desta segunda-feira, 22 de dezembro, no Aeroporto de Edimburgo.

Um incidente envolvendo uma aeronave da Ryanair e um veículo de abastecimento de combustível obrigou à evacuação de emergência de um Boeing 737 Max, gerando momentos de apreensão na placa do aeroporto da capital escocesa.
Detalhes do incidente e impacto nos passageiros
O voo FR5667, que tinha como destino a cidade de Faro, em Portugal, encontrava-se em fase de preparação para a descolagem quando o incidente ocorreu.
Enquanto a aeronave iniciava as manobras de táxi, a extremidade da sua asa (conhecida tecnicamente como wing tip) entrou em contacto direto com a cabina de um camião de combustível que operava no local.
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Embora o embate tenha ocorrido a uma velocidade reduzida, o impacto foi suficiente para assustar quem se encontrava a bordo.
Em declarações à imprensa local, alguns passageiros descreveram a experiência como “assustadora”, referindo que sentiram o avião estremecer no momento da colisão. “Felizmente não íamos depressa”, relatou um dos viajantes, sublinhando o alívio por o incidente não ter tido consequências mais graves.
Como medida de precaução imediata, todos os ocupantes foram instruídos a abandonar a aeronave e encaminhados de volta ao terminal aeroportuário através de autocarros.
Resposta de emergência e gestão da operação
A resposta das autoridades foi célere. O Serviço de Bombeiros e Salvamento da Escócia foi alertado às 10h04, mobilizando prontamente seis viaturas e unidades de recursos especiais. Dada a natureza do incidente envolver um veículo de combustível e uma aeronave com passageiros, o protocolo de segurança exigiu uma prontidão máxima.
Contudo, após uma avaliação técnica de apenas cinco minutos, a maioria dos operacionais foi desmobilizada, permanecendo apenas uma viatura no local para prestar apoio nas inspeções de rotina e garantir que não havia risco de fuga de combustível ou incêndio.
A Ryanair, através de um porta-voz, confirmou que o desembarque ocorreu de forma normal e que a segurança dos passageiros nunca esteve em causa. Para minimizar o transtorno causado pelo atraso, a companhia aérea providenciou uma aeronave de substituição.
De acordo com os registos da plataforma Flightradar24, o voo, que deveria ter partido originalmente às 10h05, acabou por descolar rumo ao Algarve cerca de duas horas e meia depois, por volta das 12h25, após a conclusão de todos os procedimentos de segurança.
Contexto de instabilidade no Aeroporto de Edimburgo
Este incidente ocorre num período de grande fluxo de passageiros devido às festividades natalícias e soma-se a outras dificuldades recentemente enfrentadas pelo Aeroporto de Edimburgo.

No início deste mês, a operação do aeroporto já tinha sido severamente afetada por uma falha informática no fornecedor de serviços de controlo de tráfego aéreo, o que resultou na suspensão temporária de vários voos.
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Embora este embate na pista tenha sido um evento isolado e sem relação com problemas técnicos de sistemas, a rápida sucessão de contratempos tem colocado os serviços de gestão aeroportuária sob maior escrutínio.
As autoridades confirmaram, no entanto, que o incidente com o Boeing da Ryanair não provocou atrasos significativos noutras operações aéreas, tendo o aeroporto mantido a sua atividade regular durante o resto do dia.

