Encerramento de aeroportos no Médio Oriente provoca milhares de voos cancelados.

O Governo do Reino Unido está a preparar uma operação de evacuação em larga escala para apoiar cidadãos britânicos retidos no Médio Oriente, após uma vaga de ataques iranianos que levou ao encerramento de vários aeroportos estratégicos na região.
Mais de 3.400 voos foram cancelados no domingo em sete aeroportos do Médio Oriente, segundo dados da plataforma de monitorização Flightradar24. Entre as infraestruturas afetadas estão o Dubai International Airport, considerado o aeroporto internacional mais movimentado do mundo, e o Hamad International Airport, em Doha. Também se registaram perturbações no Bahrein, Israel, Jordânia, Kuwait e Arábia Saudita.

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A instabilidade surge na sequência de ataques dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos, aos quais o Irão respondeu com contra-ataques dirigidos a instalações militares e outras infraestruturas no Golfo. O impacto é já considerado o mais grave na região desde a pandemia de COVID-19.
A paralisação nos aeroportos de Doha e dos Emirados Árabes Unidos, frequentemente utilizados como escalas para ligações internacionais, está a comprometer viagens em todo o mundo. No Reino Unido, painéis de partidas e chegadas nos aeroportos de Heathrow, Gatwick e Manchester indicaram múltiplos voos cancelados com destino a países afetados.

Governo britânico mobiliza operação consular sem precedentes
A secretária dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, afirmou que o Governo está a “trabalhar em todas as opções possíveis” para apoiar os cidadãos no terreno. Equipas consulares foram destacadas para países do Golfo, numa das maiores operações deste tipo dos últimos anos.
Cerca de 300 mil britânicos encontram-se atualmente na região, incluindo residentes, turistas e passageiros em trânsito. Até à manhã de segunda-feira, aproximadamente 102 mil já tinham registado a sua presença numa plataforma online criada após o início do conflito. A maioria encontra-se nos Emirados Árabes Unidos e foi encaminhada para unidades hoteleiras por razões de segurança.
O primeiro-ministro, Keir Starmer, classificou a situação como “claramente perigosa”, sublinhando que os ataques iranianos atingiram aeroportos e hotéis onde se encontram cidadãos britânicos. O chefe do Governo confirmou ainda que autorizou a utilização de bases britânicas pelas forças norte-americanas para operações defensivas, decisão contestada pelos Liberais Democratas, que alertaram para o risco de envolvimento prolongado num novo conflito no Médio Oriente.
Apesar disso, Yvette Cooper reiterou que o Reino Unido continua a defender uma solução negociada e um processo diplomático para pôr termo à escalada.
Turistas retidos e relatos de explosões junto a hotéis
Entre os milhares de passageiros afetados estão famílias britânicas que regressavam ao país após férias. Uma cidadã da Ilha de Wight relatou que o voo de ligação entre Doha e Londres foi cancelado após alertas nacionais emitidos no Qatar. A companhia aérea providenciou alojamento, mas durante a madrugada foram ouvidas explosões no céu, atribuídas a drones.

As autoridades dos Emirados Árabes Unidos confirmaram incidentes em dois aeroportos. No Zayed International Airport, em Abu Dhabi, registou-se uma vítima mortal e vários feridos na sequência de um ataque com drone. Já no aeroporto do Dubai houve feridos após um alegado ataque com mísseis balísticos iranianos. Um incêndio foi também reportado nas imediações do hotel Fairmont The Palm.
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O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico atualizou as recomendações de viagem, aconselhando contra deslocações não essenciais para o Bahrein, Israel, Palestina, Qatar e Emirados Árabes Unidos. Os cidadãos são instados a permanecer nos locais onde se encontram, seguir as orientações das autoridades locais e acompanhar as atualizações oficiais.
Analistas do setor da aviação alertam que as companhias aéreas poderão optar por rotas alternativas, o que implicará tempos de viagem mais longos, aumento dos custos operacionais e eventual subida dos preços dos bilhetes.
A duração das perturbações permanece incerta. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu que os confrontos poderão prolongar-se por “quatro semanas ou mais”, aumentando a incerteza quanto ao restabelecimento da normalidade no tráfego aéreo internacional.


Realmente assustador tudo o que se esta a passar, um dia destes abrimos os olhos com a terceira guerra em andamento.