Uma adolescente foi vítima de violação coletiva no passado dia 31 de janeiro, no Rio de Janeiro, no bairro de Copacabana. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, através da 12.ª Delegacia de Polícia (Copacabana), constituiu arguidos quatro jovens suspeitos de envolvimento no crime.

De acordo com as autoridades, a vítima foi convidada por um colega da escola para se deslocar à casa de um amigo. O encontro, que inicialmente aparentava ser informal, terá sido utilizado como pretexto para a prática do crime. O delegado responsável pelo inquérito, Ângelo Lajes, classificou a situação como uma “emboscada planeada”, indicando que os suspeitos terão articulado previamente a atuação.
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A investigação aponta que os envolvidos poderão responder pelo crime de violação em concurso, cuja moldura penal pode atingir quase 20 anos de prisão, dependendo da avaliação judicial e das circunstâncias apuradas.

Jovem terá sido trancada num quarto e coagida
Segundo o depoimento prestado à polícia, a adolescente recebeu uma mensagem a convidá-la para um encontro. À chegada ao edifício, o colega terá sugerido que fariam “algo diferente”, proposta que foi recusada de imediato pela jovem.
Já no interior do apartamento, a vítima foi encaminhada para um quarto, onde se encontravam outros três adolescentes. Conforme relatado, a porta terá sido fechada, deixando-a sozinha com o grupo. Os jovens insistiram para que mantivesse relações sexuais com eles e, perante a recusa, terão recorrido a violência física e pressão psicológica.
De acordo com o inquérito, os suspeitos despiram-se e praticaram atos de natureza sexual contra a vontade da adolescente. A vítima conseguiu posteriormente sair do local e denunciou o caso às autoridades, o que deu origem à abertura do processo criminal.
Na sequência dos factos, a autoridade policial solicitou a prisão dos quatro suspeitos maiores de idade, que responderão pelo crime de violação. Foi ainda determinada a apreensão de um adolescente por ato infracional análogo ao mesmo crime. As diligências prosseguem com vista à localização e responsabilização de todos os envolvidos.
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Em comunicado, a defesa de João Gabriel Xavier Bertho negou a prática de violação. Segundo a posição tornada pública, a jovem terá permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto mantinha um encontro íntimo com um dos envolvidos. A defesa acrescenta que, no depoimento prestado, a adolescente referiu ter tido alguns pedidos atendidos durante o encontro.
Até ao momento, não foram divulgadas posições formais das defesas dos restantes três arguidos. O espaço permanece aberto para esclarecimentos adicionais.

