Angola reduz importação de bens alimentares essenciais

Angola tem vindo a reduzir de forma consistente a importação de farinha de trigo, milho e óleos alimentares, fruto do reforço da produção nacional e do investimento contínuo na indústria transformadora e no sector agrícola. A informação foi avançada esta terça-feira, em Luanda, durante o acto de cumprimentos de fim de ano do sector da Indústria e Comércio, promovido pelo Ministério da Indústria e Comércio, encontro que serviu igualmente para fazer um balanço das principais políticas públicas implementadas ao longo do ano.

importação de farinha de trigo
Angola reduz importação de bens alimentares essenciais © CIPRA/ Arquivo

Produção nacional ganha maior relevância

De acordo com o ministro Rui Miguêns de Oliveira, o país tem registado avanços significativos no aumento da capacidade interna de produção de bens alimentares essenciais. O governante explicou que estes progressos resultam de um conjunto de medidas orientadas para a valorização da produção nacional, com especial enfoque na redução da dependência externa e na consolidação da economia interna.

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O Executivo tem apostado no reforço da indústria transformadora, permitindo que matérias-primas agrícolas sejam processadas localmente, o que contribui para o aumento do valor acrescentado e para a dinamização da cadeia produtiva. Em paralelo, têm sido promovidos investimentos na agricultura, com vista ao aumento da produtividade, à modernização dos meios de produção e ao apoio aos produtores nacionais.

Políticas públicas orientadas para a auto-suficiência

Durante o encontro, foram igualmente abordadas as principais acções em curso no domínio da regulação do mercado, consideradas fundamentais para assegurar o equilíbrio entre a oferta e a procura e garantir maior estabilidade de preços. Segundo o ministro, a estratégia do Governo passa por alcançar uma auto-suficiência progressiva em bens alimentares de primeira necessidade, assegurando um abastecimento regular e sustentável à população.

A redução das importações de farinha de trigo, milho e óleos alimentares representa, segundo o Executivo, um passo importante para o reforço da segurança alimentar, ao mesmo tempo que contribui para a diminuição da pressão sobre as reservas cambiais e para o fortalecimento da balança comercial.

Indústria e agricultura como motores do crescimento

O Ministério da Indústria e Comércio sublinha que o fortalecimento da produção interna faz parte de uma estratégia mais ampla de diversificação da economia, com o objectivo de reduzir a dependência do petróleo e promover um crescimento mais equilibrado. A aposta na indústria e na agricultura visa não apenas satisfazer o mercado interno, mas também criar condições para, a médio e longo prazo, gerar excedentes exportáveis.

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Segundo o Governo, estas medidas têm igualmente um impacto positivo na criação de emprego, no aumento do rendimento das famílias e no desenvolvimento das comunidades rurais. O Executivo reafirma, por isso, o compromisso de continuar a implementar políticas que incentivem o investimento privado, promovam a competitividade das empresas nacionais e consolidem um sector agroindustrial mais robusto e sustentável em Angola.

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