Senegal sagrou-se campeão da Taça das Nações Africanas (AFCON) pela segunda vez na sua história, ao vencer Marrocos por 1-0, após prolongamento, num desfecho marcado por polémica e por um protesto extraordinário durante os minutos finais do tempo regulamentar.

Decisão polémica e protesto que marcou a final
A partida, disputada em Rabat, ficou marcada por um momento de grande tensão no último minuto de compensação do tempo regulamentar. Após revisão do VAR, foi assinalada uma grande penalidade a favor de Marrocos, por alegada falta de El Hadji Malick Diouf sobre Brahim Diaz. A decisão suscitou revolta imediata dos jogadores senegaleses, sobretudo depois de terem visto um golo anulado pouco antes, quando Abdoulaye Seck foi penalizado por falta sobre Achraf Hakimi.
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Em resposta, o selecionador de Senegal, Pape Thiaw, ordenou que a equipa abandonasse o campo, numa decisão inédita num jogo de tamanha dimensão. Após cerca de 20 minutos de protesto e incerteza, os jogadores acabaram por regressar ao relvado para enfrentar a grande penalidade.
Com a oportunidade de conquistar o primeiro título de AFCON em quase 50 anos, Brahim Diaz tentou um “panenka” audacioso, mas Edouard Mendy defendeu com segurança, mantendo o empate e levando o jogo para prolongamento.
Prolongamento decisivo e golo de Pape Gueye
No prolongamento, Senegal dominou e criou as melhores oportunidades, e foi Pape Gueye quem decidiu o encontro com um remate certeiro para o ângulo superior, garantindo o 1-0 e consagrando os “Leões de Teranga” campeões africanos.

A final foi também marcada por desafios físicos e alterações no onze senegalês. Já sem o capitão Kalidou Koulibaly, suspenso, Senegal sofreu outra baixa no aquecimento com a lesão de Krepin Diatta, substituído por Antoine Mendy. Mesmo assim, a equipa manteve a coesão defensiva e mostrou maior eficácia no momento decisivo.
Ao longo do jogo, Marrocos criou perigo sobretudo com Ismael Saibari e Abde Ezzalzouli, mas falhou no momento de concretizar. No prolongamento, a equipa ainda viu Nayef Aguerd acertar no poste e sofreu uma dupla defesa espetacular de Yassine Bounou a remates de Cherif Ndiaye, antes de Gueye garantir o título.
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Senegal encerra assim um torneio brilhante com mais um título africano, num jogo que ficará na memória não apenas pelo resultado, mas também pelo protesto e pela decisão que marcou a história da competição.

