Uma adolescente de 13 anos, Layla Allen, morreu no passado dia 2 de abril, depois de o seu quarto ter sido consumido por um incêndio em Prescot, Merseyside. De acordo com a investigação do Merseyside Fire and Rescue Service, é provável que um isqueiro tenha sido usado para incendiar a cama em beliche onde Layla dormia, embora a causa exata do fogo não tenha sido determinada.

Durante a audiência do inquérito, a investigadora Ruth Baller-Wilson explicou que a jovem não tentou escapar, o que sugere que se encontrava adormecida no momento do incêndio. Segundo o relatório, o fogo iniciou-se na cama de cima, espalhando-se rapidamente pelo colchão e pela roupa de cama, acelerado pelo oxigénio de uma janela aberta junto à cama. Layla era saudável e não havia obstáculos que a impedissem de se libertar da cama, reforçando a possibilidade de ter sido surpreendida pelo incêndio enquanto dormia.
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A investigação concluiu que, embora não seja possível determinar com certeza como o fogo começou, é mais provável que tenha sido provocado por uma chama viva, como a de um isqueiro. O coroner Anita Bhardwaj registou um veredicto em aberto, afirmando que a polícia “não pode excluir qualquer possibilidade”, devido à falta de declarações de todos os membros da família.
Histórico de incêndios na mesma residência levanta preocupação
O incêndio que vitimou Layla foi o segundo a atingir a residência familiar num curto período de tempo. Cerca de seis meses antes, outro incêndio suspeito foi registado num dos quartos, também causado, provavelmente, por um isqueiro. Esse primeiro incidente provocou apenas danos materiais, mas levantou preocupações sobre a segurança dentro da casa.

A família recusou que os outros filhos fossem entrevistados pelas autoridades, alegando que isso poderia causar-lhes trauma ao reviverem os acontecimentos. Esta decisão impediu a recolha de provas adicionais e limitou a capacidade da polícia em determinar as circunstâncias exatas dos incêndios. O coroner salientou que a ausência de depoimentos de todos os presentes torna impossível descartar qualquer hipótese sobre o que aconteceu.
Durante o inquérito, foi destacado que a família recusou o apoio do programa SAFE (Safety Advice and Fire Education), que oferece orientação sobre prevenção de incêndios domésticos e segurança infantil. A investigadora Ruth Baller-Wilson alertou que “a ocorrência de um segundo incêndio em tão curto espaço de tempo, envolvendo lighters, culminou tragicamente na morte de Layla”, sublinhando a necessidade de intervenções preventivas e apoio especializado.
Autoridades reforçam alerta sobre segurança doméstica e crianças
O caso de Layla Allen evidencia os riscos de incêndios domésticos provocados por chamas abertas em ambientes com crianças. As autoridades destacam a importância de medidas de segurança rigorosas, incluindo supervisão de crianças, armazenamento seguro de isqueiros e educação familiar sobre prevenção de incêndios.
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O coroner apelou à família e à comunidade para que aceitem apoio especializado em segurança contra incêndios, reforçando que estas medidas podem prevenir tragédias semelhantes no futuro. O caso continua a ser acompanhado pelos serviços sociais locais e pela polícia de Merseyside, com foco em proteger as crianças da família e evitar novos incidentes.

