Açores reforçam papel do jornalismo livre na defesa da democracia

O Governo dos Açores destacou a importância do jornalismo livre na defesa da democracia, assinalando o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa com um apelo à valorização de uma comunicação social ética e independente. Numa mensagem oficial, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, alertou para um contexto global marcado pela manipulação da informação, pelo crescimento de extremismos e pela proliferação de notícias falsas.

O Governo dos Açores
Açores reforçam papel do jornalismo livre na defesa da democracia © Shutterstock

“Vivemos um tempo complexo, profundamente caracterizado pela manipulação, pelos extremismos e pela proliferação de notícias falsas”, afirmou o governante, sublinhando que esta efeméride representa mais do que uma data simbólica, constituindo antes um compromisso contínuo com a liberdade de informar. A celebração decorre sob o lema definido pela UNESCO para 2026, “Moldar um Futuro de Paz”.

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Segundo o Executivo açoriano, o jornalismo livre, ético e profissional assume-se como um pilar essencial da cidadania e da estabilidade democrática. “Não existe democracia sem órgãos de comunicação social, tal como não existem jornalistas independentes sem meios que sustentem a sua missão”, refere a mensagem.

Medidas de apoio aos media e reforço do pluralismo

O Governo Regional evidenciou ainda as iniciativas em curso para fortalecer o sector da comunicação social nos Açores. Entre as principais medidas destaca-se o novo Sistema de Incentivos aos Media Privados (SIM), que duplicou os apoios anteriormente existentes.

Este instrumento visa promover a capacitação das redações, apoiar a transição digital e garantir a sustentabilidade financeira dos órgãos de comunicação social. O objetivo é preservar o pluralismo informativo na região, num contexto de crescente concorrência das grandes plataformas digitais e das redes sociais.

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O Executivo considera que estas políticas são fundamentais para assegurar a diversidade de vozes e a qualidade da informação, reforçando o papel dos media como elemento estruturante da democracia.

Formação e inovação no jornalismo açoriano

Outro dos eixos estratégicos destacados prende-se com a qualificação dos profissionais da comunicação social. No âmbito do Plano para os Media Açorianos, têm sido desenvolvidas iniciativas de formação contínua em parceria com o CENJOR e o Sindicato dos Jornalistas.

Entre os programas em curso, destaca-se a formação em “Jornalismo e Inteligência Artificial”, que pretende preparar os profissionais, tanto nas ilhas como na diáspora, para os desafios tecnológicos e para o combate à desinformação.

O secretário regional sublinhou que a aposta na capacitação técnica é indispensável, sobretudo num momento em que os Açores se posicionam na vanguarda tecnológica, com projetos ligados ao sector aeroespacial e à inovação digital.

Ligação à diáspora e afirmação da identidade açoriana

O Governo Regional salientou também o papel da imprensa na ligação entre os Açores e as comunidades emigrantes. Neste contexto, destacou o lançamento da revista “Açorianidade”, um projeto editorial que visa reforçar os laços culturais e identitários com a diáspora açoriana.

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Para Paulo Estêvão, celebrar a liberdade de imprensa é igualmente afirmar a resiliência autonómica da região. O governante reafirmou o compromisso do Executivo em continuar a apoiar os media, garantindo que a voz dos Açores se mantém ativa e relevante na construção de um futuro assente na paz, na democracia e na informação de qualidade.

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