Xi Jinping felicita países africanos na 39.ª Sessão da União Africana

O Presidente da República Popular da China, Xi Jinping, felicitou os países e os povos africanos pela abertura da 39.ª Sessão Ordinária da Assembleia da União Africana (UA), sublinhando o papel crescente do continente no atual contexto internacional.

Xi Jinping
Xi Jinping felicita países africanos na 39.ª Sessão da União Africana © Agência Xinhan

Numa mensagem de felicitações enviada ao Jornal de Angola Online, o líder chinês afirmou que o Sul Global está a ganhar força num período marcado por transformações profundas e aceleradas, que descreveu como mudanças “nunca vistas num século”. Segundo Xi Jinping, este novo contexto geopolítico cria oportunidades para uma maior afirmação dos países em desenvolvimento e para o reforço da cooperação entre África e a Ásia.

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O estadista chinês salientou que, ao longo do último ano, a União Africana tem desempenhado um papel ativo na promoção da integração regional, no fortalecimento da coordenação política entre os Estados-membros e na defesa dos direitos e interesses legítimos do continente. Para Pequim, o dinamismo institucional da organização constitui um fator determinante para a estabilidade e o progresso africanos.

Xi Jinping destacou ainda que a consolidação da unidade africana contribui para uma ordem internacional mais equilibrada e representativa, defendendo que os países do Sul Global devem ter maior voz nas decisões que moldam o futuro coletivo.

Anúncio de isenção de taxas alfandegárias reforça cooperação económica China-África

No plano económico, o Presidente chinês reiterou o compromisso da China com a promoção da paz mundial, do desenvolvimento comum e da construção de uma comunidade com futuro partilhado para a humanidade. Enfatizou que, num mundo marcado por instabilidade e incerteza, a cooperação multilateral e o comércio justo são instrumentos essenciais para garantir crescimento sustentável.

Como medida concreta, anunciou que, a partir de 1 de Maio, o Governo chinês irá ampliar de forma abrangente o regime de tratamento de taxas alfandegárias zero a 53 países africanos que mantêm relações diplomáticas com Pequim. A decisão permitirá que um leque mais vasto de produtos africanos entre no mercado chinês sem encargos aduaneiros, reforçando as exportações e incentivando o desenvolvimento industrial no continente.

Esta iniciativa enquadra-se na estratégia chinesa de aprofundamento das relações económicas com África, num momento em que a cooperação sino-africana abrange áreas como infraestruturas, energia, agricultura, tecnologia e formação profissional. A China tem sido um dos principais parceiros comerciais do continente africano, consolidando a sua presença através de investimentos, linhas de crédito e projetos de desenvolvimento.

Especialistas consideram que a ampliação do regime de isenção tarifária poderá contribuir para reduzir desequilíbrios comerciais e estimular cadeias de valor locais, embora sublinhem a necessidade de diversificação das economias africanas para maximizar os benefícios da abertura de mercados.

União Africana reforça integração e protagonismo internacional

A 39.ª Sessão Ordinária da Assembleia da União Africana decorre num contexto de desafios significativos, incluindo questões de segurança regional, desenvolvimento económico, alterações climáticas e integração continental. A organização tem procurado acelerar a implementação de iniciativas estratégicas, como a Área de Livre Comércio Continental Africana, considerada um passo fundamental para impulsionar o comércio intra-africano.

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Ao felicitar os líderes africanos, Xi Jinping reafirmou a disposição da China em trabalhar em parceria com a União Africana para aprofundar o diálogo político e fortalecer a cooperação multilateral. O líder chinês defendeu que a solidariedade entre países em desenvolvimento é crucial para enfrentar desafios globais e promover um sistema internacional mais inclusivo.

O gesto diplomático surge num momento em que as relações entre a China e África continuam a ganhar relevância estratégica, refletindo interesses comuns no reforço do desenvolvimento sustentável, da estabilidade política e da prosperidade partilhada.

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