Vulcão na Indonésia mata três excursionistas

Três pessoas morreram esta sexta-feira depois de o vulcão Monte Dukono, localizado na ilha de Halmahera do Norte, na Indonésia, entrar novamente em erupção durante uma caminhada de montanhismo. As autoridades indonésias confirmaram que as vítimas integravam um grupo de 20 excursionistas, composto por cidadãos de Singapura e da Indonésia, que se encontravam na montanha apesar dos alertas de segurança emitidos pelas autoridades locais.

Vulcão em erupção
Vulcão na Indonésia mata três excursionistas © Jhon Frengki Manipa via Reuters

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A erupção ocorreu às 07h41 locais, lançando uma enorme coluna de cinzas vulcânicas a cerca de 10 quilómetros de altura. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que o vulcão expeliu cinzas, pedras e material vulcânico de forma intensa.

Autoridades confirmam vítimas e dificuldades no resgate

Segundo as autoridades indonésias, entre os mortos estão dois cidadãos de Singapura, ambos do sexo masculino, com 27 e 30 anos, e uma residente local da cidade de Ternate. Os corpos permanecem na montanha, uma vez que as operações de resgate enfrentam sérias dificuldades devido à atividade contínua do vulcão.

A maioria do grupo conseguiu ser evacuada em segurança e foi transportada para unidades hospitalares da região. Dois carregadores permaneceram no local para auxiliar as equipas de emergência na localização das vítimas.

O chefe da polícia de Halmahera do Norte, Erlichson Pasaribu, explicou que os trabalhos de recuperação dos corpos foram interrompidos ao cair da noite e deverão ser retomados no sábado. As autoridades referem que o terreno difícil, aliado às sucessivas explosões vulcânicas, tem complicado a operação.

Monte Dukono continua ativo após centenas de erupções

O Monte Dukono é considerado um dos vulcões mais ativos da Indonésia e registou mais de 200 erupções desde março do ano passado. Apesar dos repetidos avisos das autoridades, caminhantes continuam a subir a montanha de 1.335 metros de altitude.

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O Centro de Vulcanologia e Mitigação de Riscos Geológicos da Indonésia mantém o vulcão no nível dois de alerta, numa escala de quatro níveis, indicando atividade elevada e necessidade de precaução. Desde dezembro de 2024, os especialistas recomendam que turistas e alpinistas evitem qualquer atividade num raio de quatro quilómetros da cratera principal, devido ao risco de explosões, queda de rochas, cinzas e lava.

Ainda assim, várias pessoas ignoraram as restrições. Testemunhas relataram que havia outros grupos próximos da cratera no momento da erupção, incluindo pessoas que gravavam vídeos com drones.

Especialistas alertam para perigos do turismo em vulcões ativos

A agência indonésia de busca e salvamento, Basarnas, indicou que as primeiras investigações apontam para possível negligência de operadores turísticos ou de indivíduos que avançaram com a subida apesar dos alertas oficiais.

Um guia que se encontrava no Monte Dukono durante a erupção afirmou à BBC Indonésia que já suspeitava de um aumento da pressão interna do vulcão nos últimos dias.

“Quando o Dukono passa alguns dias sem entrar em erupção, é preciso ter muito cuidado”, afirmou, descrevendo o fenómeno como uma explosão “muito forte”.

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Especialistas em gestão de catástrofes sublinham que o incidente demonstra os riscos do turismo em zonas vulcânicas ativas. O investigador Daryono, da Associação Indonésia de Especialistas em Desastres, alertou que conteúdos publicados nas redes sociais podem criar uma falsa sensação de segurança entre os visitantes.

“O público vê apenas os vídeos de quem sobe e regressa em segurança. Os perigos reais permanecem invisíveis até acontecer uma tragédia”, afirmou.

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