Voluntário da Polícia Metropolitana condenado a 24 anos por violação e abuso sexual de menores

Um voluntário da Polícia Metropolitana de Londres, James Bubb, de 28 anos, foi condenado a 24 anos de prisão, acrescidos de oito anos em liberdade vigiada, pelo violento abuso sexual de duas vítimas, incluindo uma criança de apenas 12 anos. O julgamento decorreu no Aylesbury Crown Court e incluiu múltiplas acusações de violação e abuso sexual, perpetradas entre janeiro de 2018 e abril de 2024.

 James Bubb
Voluntário da Polícia Metropolitana condenado a 24 anos por violação e abuso sexual de menores © Thames Valley Police/PA

Bubb, que na altura se identificava como homem e atualmente se identifica como mulher sob o nome de Gwyn Samuels, utilizou a sua posição de voluntário da polícia para ganhar a confiança das vítimas. A primeira vítima foi alvo de grooming online antes de ser abusada em público, pouco antes do seu 13.º aniversário. Durante os ataques, o condenado estrangulou e agrediu a criança, evidenciando a gravidade e a violência dos crimes.

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A segunda vítima, uma mulher que acabara de completar 18 anos, foi violada durante um relacionamento intermitente que se prolongou entre janeiro de 2018 e fevereiro de 2023. O tribunal ouviu que Bubb tinha explorado a vulnerabilidade das vítimas e a sua autoridade enquanto figura de confiança na comunidade.

Julgamento e condenação detalhada

O tribunal ouviu os relatos das vítimas sobre a forma como Bubb se aproximava delas, frequentemente escondendo-as em público e exibindo um comportamento paranoico para evitar serem descobertos. O juiz Jonathan Cooper descreveu o condenado como alguém que “abusou da confiança mais íntima das vítimas” e que a sua conduta consistiu numa “campanha de abuso destinada a destruir totalmente a vontade das vítimas”.

As acusações incluíram:

  • Violação de criança com menos de 13 anos
  • Atividade sexual com criança
  • Agressão por penetração
  • Violação contra a segunda vítima adulta

Apesar de Bubb ter alegado que algumas ações se destinavam apenas a intimidar a primeira vítima, o júri considerou provadas todas as acusações relevantes, levando à condenação rápida após o encerramento do julgamento.

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Medidas legais adicionais e advertência sobre risco

Além da pena de prisão, Bubb foi sujeito a uma ordem de prevenção de danos sexuais vitalícia, proibindo qualquer contacto com mulheres jovens. O juiz enfatizou que o perigo representado pelo condenado não se relaciona com a sua identidade de género, mas sim com o seu historial criminal e a gravidade dos atos cometidos.

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O Crown Prosecution Service sublinhou que o condenado explorou deliberadamente a vulnerabilidade das vítimas e tentou ganhar posições de confiança para facilitar os abusos. Paul Robson, advogado do CPS, afirmou: “Quando as vítimas pediram que os abusos cessassem, foram ignoradas. O réu procurou claramente obter posições de confiança na comunidade para explorar as vítimas e aqueles à sua volta.”

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