Vírus Nipah Mata Enfermeira na Índia Após Longo Coma

O vírus Nipah, uma infeção rara e potencialmente mortal, fez mais uma vítima fatal na Índia, desta vez uma enfermeira de 25 anos, que esteve em coma durante várias semanas antes de falecer na última quinta-feira. A jovem havia sido infetada com o vírus após o contacto com seiva de tamarindo contaminada, no final de dezembro.

Pessoa com uniforme completamente coberto para se proteger contra o vírus segura um saco nas mãos
Vírus Nipah Mata Enfermeira na Índia Após Longo Coma © AFP

A vítima e as complicações após a infeção

A enfermeira, que estava a ser tratada desde a sua infeção, morreu devido a complicações respiratórias e a um ataque cardíaco, segundo informações da agência de notícias indiana PTI. Embora tivesse recuperado da infeção inicial pelo vírus Nipah, a paciente sofreu de várias complicações secundárias, o que contribuiu para o agravamento do seu quadro clínico. Um responsável pela saúde na região revelou que, apesar da recuperação da infeção, a paciente estava a lidar com múltiplos problemas de saúde que levaram ao seu falecimento.

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A morte desta enfermeira é a segunda registada desde o início do surto recente de Nipah no estado de Bengala Ocidental, após um caso semelhante no mês passado.

Medidas de controlo e a ameaça global

O vírus Nipah tem gerado preocupações internacionais devido à sua taxa de mortalidade elevada, que varia entre 45% e 70% dos casos. Apesar de ser um vírus com origem em morcegos frugívoros e, em casos raros, transmitido para os seres humanos através do consumo de frutas ou seiva contaminada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem sublinhado que o risco de uma pandemia global é baixo.

De acordo com a OMS, não há registo de infeções em outros países fora dos locais onde já ocorreram surtos anteriores, como Bangladesh, Malásia, Filipinas, Singapura e, claro, Índia. Autoridades de saúde de várias nações, incluindo Tailândia, Nepal, Taiwan e Paquistão, adotaram medidas de controlo sanitário nas suas fronteiras, inspiradas nos protocolos de saúde aplicados durante a pandemia de COVID-19.

A OMS tem também orientado que os viajantes para áreas com surtos de Nipah evitem o consumo de alimentos contaminados por morcegos, como frutas e seiva de tamarindo não devidamente tratada. A recomendação é lavar bem as frutas antes de as consumir e evitar o consumo de seiva não processada.

O futuro do vírus Nipah e as precauções globais

Embora a probabilidade de uma pandemia de Nipah seja considerada baixa, especialistas de saúde, como o Dr. Efstathios Giotis, da Universidade de Essex, alertam para a importância de manter uma vigilância constante e uma resposta rápida aos surtos. O especialista reiterou que, até o momento, o vírus não se espalha facilmente entre os humanos, o que diminui a possibilidade de uma propagação global significativa.

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Para além disso, a pesquisa continua em busca de uma vacina ou cura, uma vez que o vírus atualmente não possui tratamento específico. Enquanto isso, a prevenção continua a ser a medida mais eficaz contra a sua disseminação.

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