Um vereador do município de Pirajuba, no Triângulo Mineiro, no Brasil, foi detido preventivamente após ser indiciado pelo crime de abuso sexual de menor. Segundo a Polícia Civil, o suspeito, de 72 anos, terá utilizado a sua influência política e capacidade económica para tentar interferir tanto na investigação como na rede de proteção da vítima.

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A detenção ocorreu na tarde de segunda-feira (13), no cumprimento de um mandado de prisão preventiva. As autoridades concluíram que os abusos terão sido praticados de forma reiterada ao longo de cinco anos, quando a vítima tinha entre 8 e 14 anos.
De acordo com o inquérito, o arguido procurou aceder a informações sigilosas e antecipar-se às ações policiais após tomar conhecimento das denúncias. A investigação identificou ainda tentativas de interferência no sistema responsável pela proteção de menores em situação de risco, embora os detalhes dessas ações não tenham sido divulgados.
O responsável pelo caso destacou que a gravidade e a repetição dos crimes evidenciam um nível de perigosidade incompatível com a manutenção da liberdade do suspeito.
Abusos eram intermediados por familiar e sustentados por ameaças
As investigações apontam que os abusos ocorriam semanalmente e contavam com a intermediação da bisavó da vítima, que alegadamente recebia dinheiro em troca. A mulher trabalhava na residência do suspeito e mantinha uma relação próxima com o mesmo.
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Segundo a polícia, a vítima era mantida em silêncio através de violência psicológica e ameaças de morte. Os abusos terão cessado apenas quando, já na adolescência, a jovem passou a resistir e recusou continuar os encontros.
O inquérito, iniciado há cerca de três meses após uma denúncia anónima, revelou ainda que a mãe da menor não tinha conhecimento dos factos e não mantinha convivência com a filha.
A bisavó, apontada como intermediária no esquema, faleceu em 2025, vítima de doença oncológica.
Justiça determina bloqueio de bens e defesa rejeita acusações
Além da prisão preventiva, a Justiça determinou o bloqueio dos ativos financeiros do arguido.
Em comunicado, a defesa contestou as acusações, afirmando que o suspeito sempre teve uma conduta irrepreensível e nunca esteve envolvido em qualquer prática criminosa. O advogado sublinhou ainda a idade avançada e os problemas de saúde do cliente, considerando a medida de coação excessiva e defendendo que o mesmo deveria aguardar o processo em liberdade.
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Por sua vez, a Câmara Municipal de Pirajuba declarou não compactuar com qualquer conduta ilícita, reforçando o compromisso com a legalidade e a proteção de crianças e adolescentes. A instituição informou ainda que está a analisar as medidas administrativas adequadas, garantindo o respeito pelo devido processo legal.
O caso permanece sob segredo de justiça.

